TRANS FORMA(M) (N)AÇÃO: FORMAÇÃO INCIAL E CONTINUADA PARA PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA PÚBLICA DISTRITAL, ENSINO FUNDAMENTAL - ANOS FINAIS - RELATOS DE MIM E DE TI PARA NÃO EXCLUIR NINGUÉM
Diversidade de gênero. Educação pública. Infâncias trans. Formação docente. Políticas públicas
Esta pesquisa, situada no campo das Políticas Públicas para Infância e Juventude, investiga os saberes e práticas de profissionais da Educação Básica pública distrital – ensino fundamental, anos finais – no que tange à diversidade de gênero, com ênfase em crianças e adolescentes trans. A motivação emerge da trajetória da autora enquanto Profa. Dra. travesti e educadora da rede pública, cujas vivências atravessam os desafios da exclusão e da invisibilidade no espaço escolar. Justifica-se, portanto, a urgência de compreender como a formação inicial e continuada de docentes pode contribuir para práticas pedagógicas pautadas na empatia, na escuta no respeito às diferenças. A abordagem metodológica é qualitativa, com base em referenciais autoetnográficos, autobiográficos e documentais, complementada por questionários semiestruturados com profissionais da rede pública do Distrito Federal. O objetivo é analisar como os conhecimentos sobre diversidade e identidade de gênero influenciam as práticas docentes e propor um produto técnico-educacional: o PAII (Proteger, Acolher, Interagir e Incluir), voltado à formação docente crítica e inclusiva. Como resultados esperados, busca-se contribuir com o fortalecimento de políticas públicas educacionais comprometidas com a equidade de gênero e com o enfrentamento da transfobia institucional. A pesquisa afirma, assim, o direito à existência, ao afeto e à aprendizagem para todas as infâncias e juventudes no espaço escolar.