CAPACIDADES INSTITUCIONAIS E DESIGUALDADES REGIONAIS NA INTERNACIONALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR: UMA ANÁLISE DO PROGRAMA CAPES/BRAFITEC (2015–2024)
capacidades estatais; capacidades institucionais; internacionalização da educação superior; desigualdades regionais; BRAFITEC; políticas públicas.
A internacionalização da educação superior consolidou-se como dimensão estratégica das políticas públicas voltadas à formação de recursos humanos, à cooperação científica e ao desenvolvimento tecnológico. No Brasil, programas governamentais de mobilidade acadêmica buscam ampliar oportunidades de formação internacional, mas sua implementação ocorre em um contexto marcado por desigualdades regionais e institucionais. Nesse cenário, esta pesquisa investiga de que modo diferentes capacidades institucionais se associam à participação das instituições brasileiras no Programa CAPES/BRAFITEC e ajudam a explicar a distribuição regional dos projetos aprovados entre 2015 e 2024. O objetivo geral é compreender de que modo diferentes capacidades institucionais se associam à participação de instituições brasileiras no Programa CAPES/BRAFITEC e contribuem para explicar a distribuição regional dos projetos aprovados no período de 2015 a 2024. O estudo adota como referencial a literatura sobre capacidades estatais e institucionais, com destaque para as contribuições de Mann (1984), Cingolani (2013), Gomide e Pires (2014), Dargent, Feldmann e Luna (2017) e Luna e Soifer (2017). Metodologicamente, a pesquisa adota abordagem qualitativa com apoio quantitativo descritivo, estruturada como estudo de caso instrumental e operacionalizada por triangulação entre análise documental, dados administrativos do programa e entrevistas semiestruturadas com coordenadores de projetos e gestores institucionais. Como produto técnico-tecnológico, será desenvolvido um manual prático de diagnóstico e desenvolvimento de capacidades institucionais para a internacionalização, estruturado em torno de uma matriz de indicadores voltada à promoção da equidade regional em programas de cooperação acadêmica internacional. Espera-se que os resultados contribuam para o aprimoramento do Programa CAPES/BRAFITEC e para o desenho de políticas públicas mais sensíveis às desigualdades regionais e institucionais do sistema brasileiro de educação superior.