O QUE NÃO SE VÊ: DO CONTROLE REATIVO À PREVENÇÃO ALGORÍTMICA Framework para gestão de risco no fomento à pesquisa da CAPES
gestão de riscos; inadimplência; prestação de contas; CAPES; Analytic Hierarchy Process; fomento à pesquisa.
Este projeto investiga fatores associados à inadimplência de prestações de contas de auxílios a pesquisadores concedidos pela Capes e propõe uma solução de gestão de riscos que migra do controle corretivo e reativo para uma abordagem preventiva e proporcional ao risco. O problema central é o predomínio do controle ex post, que impõe custos administrativos elevados e resulta em alta inadimplência. A pesquisa busca mapear fatores comuns em processos inadimplentes sob a ótica dos "5 Cs do crédito" adaptados ao fomento, avaliar a disponibilidade ex‐ante dessas informações nas bases institucionais, hierarquizar as variáveis de risco e desenvolver um modelo de classificação de risco auditável para apoio à decisão. O referencial teórico apoia-se na Teoria da Agência (Jensen & Meckling, 1976), na Teoria do Valor Público (Moore, 1995) e nos conceitos de gestão de riscos, governança de dados e algorítmica. Quanto aos métodos, adota abordagem quantitativa com validação empírica dos critérios por especialistas via Analytic Hierarchy Process (AHP). Como produtos técnicotecnológicos, propõem-se o Score de Conformidade e Eficiência em Pesquisa (SCEP), um índice sintético que agrega cinco dimensões de risco, além do Painel 5F do Fomento Inteligente (PFI), ferramenta de visualização para monitoramento proporcional com alertas automatizados. A pesquisa contribui para preencher lacuna na literatura ao transpor a lógica preventiva da análise de crédito do setor financeiro para o fomento científico, conciliando eficiência administrativa e responsabilidade fiscal com a promoção da pesquisa.