Percepções sobre o Teletrabalho no Ministério Público Federal
Teletrabalho; Comprometimento, Engajamento; Serviço público; Administração pública; Ministério Público Federal
O presente projeto de dissertação de mestrado visa investigar as percepções dos gestores da alta administração do Ministério Público Federal (MPF) sobre o teletrabalho realizado por seus servidores. Impulsionado pela aceleração do teletrabalho durante a pandemia de COVID-19, o estudo aborda os impactos dessa modalidade na administração pública, com ênfase no comprometimento organizacional e no desempenho dos servidores. A pesquisa qualitativa, descritiva e aplicada, utiliza entrevistas semiestruturadas com gestores para mapear percepções, desafios e benefícios do teletrabalho. Como produto técnico-tecnológico (PTT), propõe-se a elaboração de uma Metodologia para Indicação de Teletrabalho ao Servidor do Ministério Público Federal, baseada em avaliação por pontos/fatores, alinhada aos princípios da Nova Gestão Pública. A pergunta de pesquisa central é: Qual a percepção dos gestores da alta administração do MPF acerca do teletrabalho realizado pelos servidores? O objetivo geral é apurar e descrever a influência do teletrabalho nos servidores do MPF, sob a ótica dos gestores. Objetivos específicos incluem analisar percepções sobre o teletrabalho, sua realização pelos servidores e a criação de um protocolo indicativo. Espera-se contribuir para a gestão estratégica do MPF, promovendo ferramentas objetivas de avaliação e implementação do teletrabalho..
PRINCIPAIS CONTRIBUIÇÕES E IMPACTOS DO TRABALHO
Sendo o teletrabalho uma fonte de novos desafios na gestão dos servidores públicos, é possível dizer que os resultados a serem extraidos das entrevistas fornecerão subsídios para a criação de uma nova metodologia a ser aplicada na concessão do teletrabalho, e que poderá ser espraiada para outros órgãos públicos que se vêem com o mesmo desafio de aprimorar sua gestão administrativa, o que vem de encontro aos anseios do MPA.
Quanto ao potencial inovador, a pesquisa culminará num produto técnico tecnológico que irá além do regramento objetivo exposto em portarias dos mais diversos órgãos públicos, e possibilitará uma análise indvidualizada de cada servidor, a qual, ao fim, se transformará em um score objetivo que indicará se o teletrabalho é recomendado ou não.
Por fim, quanto ao impacto potencial, servidores e gestores da Administração Pública terão um melhor instrumento para aquilatar a necessidade e a eficiência do teletrabalho nos órgãos públicos, tomando-se por base não somente regras objetivas de concessão, mas, agora, conciliada com a percepção existente sobre cada servidor.
Isto posto, cria-se a possibilidade de verificarmos impactos realizados em cada órgão, como pontos de melhoria na gestão social e mesmo econômica causados pelo PTT no ambiente ao qual se destinava.
Como gestão social podemos exemplificar a melhoria nas relações setoriais entre servidores, uma vez que os critérios para concessão do teletrabalho serão mais transparentes e justos e, certamente, estimulará o mérito em sua concessão. Afora a maior tranquilidade do gestor na administração desta nova forma laboral.
Como gestão econômica podemos entender que a concessão ou não do teletrabalho está diretamente ligada à economia de recursos públicos, uma vez que, em sua origem, o TT não só intentou este objetivo como, hoje, é fonte de grande economia estatal, pois elimina a aquisição e manutenção patrimonial.