ANÁLISE EXPERIMENTAL E NUMÉRICA DO COMPORTAMENTO ESTRUTURAL DE FÔRMAS PERMANENTES AUTOPORTANTES EM TEXTILE REINFORCED MORTAR (TRM)
compósito cimentício reforçado com têxtil; fôrma permanente; têxtil de basalto; modelagem numérica; fase pré-cura
A racionalização da execução de lajes de concreto demanda fôrmas capazes de reduzir etapas construtivas e escoramento. Esta tese desenvolveu e avaliou uma fôrma permanente corrugada e autoportante em compósito cimentício reforçado com têxtil de basalto, denominada TRM deck, para subsidiar o pré-dimensionamento de vãos sem escoramento intermediário na fase pré-cura. A abordagem integrou materiais, ensaios de pull-out, tração direta em TRM, fabricação e ensaios de flexão em quatro pontos de quatro fôrmas estruturais. O modelo tridimensional no ABAQUS® representou a matriz, o reforço têxtil e a interface. Os parâmetros coesivos foram calibrados nos ensaios de pull-out, transferidos ao modelo estrutural mediante correção da fração efetiva de fibras, calibrados com os ensaios próprios e validados externamente em um espécime independente. A capacidade dos rovings definiu o evento resistente. Os ensaios experimentais apresentaram força máxima média de 10,07 kN, momento máximo médio de 2,69 kN·m e força média de primeira fissura de 2,90 kN, com múltipla fissuração, perda progressiva de rigidez e ruptura dos rovings. O modelo numérico forneceu momento resistente de 2,621 kN·m, diferença de 2,43% em relação à média experimental. A análise de 128 combinações de altura de laje, espessura, reforço e esquema estático resultou em vãos entre 0,987 e 2,754 m para sistemas simplesmente apoiados e entre 1,492 e 2,626 m por tramo para sistemas de dois vãos. A flexão positiva governou os sistemas simples e a negativa, os contínuos, enquanto a flecha limitou algumas configurações. Conclui-se que a fôrma é tecnicamente viável no domínio investigado. As tabelas propostas auxiliam o pré-dimensionamento, mas não constituem limites normativos.