Banca de DEFESA: GABRIEL CUNHA MAIA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : GABRIEL CUNHA MAIA SILVA
DATA : 27/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: PPG/FAC
TÍTULO:

Por uma Educação Digital do Campo: uma abordagem territorial na análise da implementação da Política de Inovação Educação Conectada (2017–2024)


PALAVRAS-CHAVES:

 Palavras-chave: Educação Digital; Educação do Campo; Políticas Públicas Educacionais; Política de Inovação Educação Conectada; Geografias da Comunicação


PÁGINAS: 304
RESUMO:

Nesta dissertação, analisamos a implementação da Política de Inovação Educação Conectada (PIEC) nas escolas do campo do Distrito Federal entre 2017 e 2024, partindo da compreensão da educação digital como fenômeno territorialmente mediado, com o objetivo de compreender como e por que a PIEC se materializa nos contextos do campo, e em que medida produz apropriação pedagógica das TDIC em convergência com o marco normativo da Educação do Campo. Para isso, metodologicamente, adotamos uma análise de implementação de política pública com abordagem territorial, de natureza qualitativa, estruturada como estudo de casos múltiplos em nove escolas do campo do DF. Foram triangulados observação direta in loco, entrevistas semiestruturadas com 11 gestores e análise documental. Em paralelo, construiu-se um marco normativo-conceitual por meio de revisão narrativa e sistemática sobre educação digital, além de pesquisa documental sobre a Educação do Campo, culminando em uma matriz analítica de confrontação teórico-empírica por uma Educação Digital do Campo, posta em tensão com os resultados obtidos. Destes, percebemos que a PIEC não se consolidou como referência pedagógica estruturante. Na dimensão Visão, não houve institucionalização dos Planos Locais de Inovação, e a política operou majoritariamente como indução infraestrutural. Emergiram quatro visões locais de integração das TDIC (cidadã/ética, crítico-territorializada, técnico-profissional e controlada/risco), evidenciando um mosaico contingente de práticas. Na Infraestrutura, a conectividade mostrou-se fortemente condicionada pelo território (distância, relevo, presença de ERBs e capacidade local de custeio), com Wi-Fi pedagógico precário e estratégias informais de sobrevivência digital. Em Recursos Educacionais Digitais, observaram-se usos criativos e autorais, porém limitados pela instabilidade da conexão, escassez de equipamentos e descontinuidades. Na Formação, prevaleceu um modelo desinstitucionalizado e desigual, dependente da iniciativa individual, com baixa conversão em práticas consolidadas. O confronto com o marco normativo da Educação Digital do Campo evidencia baixa aderência estrutural da implementação da PIEC aos seus pressupostos. A maioria das escolas analisadas apresenta menos de 25% de integração entre práticas digitais, projeto pedagógico e princípios da Educação do Campo, operando de forma fragmentada e episódica. Predominam práticas de valorização do território sem articulação sistêmica, e inexiste um projeto de soberania sociotécnica. Conclui-se que o desafio central não é só expandir a conectividade, mas disputar o sentido político-pedagógico da digitalização, sob pena de conectar o campo sem lhe conferir poder sobre as tecnologias e de promover inovações que operam como modernização funcional, mas não como projeto histórico de emancipação, justiça e transformação social.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1321383 - FERNANDO OLIVEIRA PAULINO
Externa ao Programa - 2148986 - MARIANA FERREIRA LOPES - nullPresidente - ***.292.621-** - NELIA RODRIGUES DEL BIANCO - UnB
Externo ao Programa - 1734073 - RAFAEL LITVIN VILLAS BOAS - nullExterna à Instituição - SONIA VIRGINIA MARTINS PEREIRA - UERJ
Notícia cadastrada em: 26/02/2026 15:59
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