Corpo-Luz: ética, afetos, relação e criação
Luz, corpo, atuação, afeto, criação cênica
Esta tese é uma conversa espiralada entre os campos da iluminação e da atuação cênica. Se trata do desejo de inventar conceitos e dispositivos capazes de potencializar tanto a criação cênica quanto o pensamento sobre ela, tomando como ponto de partida o encontro entre esses dois campos. É uma tese que nasce de uma pesquisa prática de acontecimentos cênicos e constrói, a partir deles, uma proposta de prática metodológica e a criação do entendimento de corpo-luz, como uma ferramenta para o pensamento da luz na cena. No caminho da tese trago reflexões sobre o tempo que dei aula na graduação em Artes Cênicas da Universidade de Brasília, e a partir de diálogos que são feitos principalmente com bell hooks e Paulo Freire encontro a proposta de um devir-ético que diz respeito não somente ao lecionar em si, mas que amplia os alcances afetivos da pesquisa como um todo. A partir de autores como Adolphe Appia, Baruch Espinosa, Jorge Dubatti, Cibele Forjaz, Renato Ferracini, José Gil, Nádia Luciani, Eleonora Fabião, Antonin Artaud, Tim Ingold, elenco possibilidades de vislumbrarmos a relação entre luz e corpo cênico dos atores e atrizes como potencializadora da presença de ambos. Apoiada nos autores acima, busco conceituar a luz como um corpo, como forma de ampliar os estudos e os entendimentos sobre as relações que se estabelecem em cena entre o corpo humano e a luz.