Banca de DEFESA: GUILHERME MAYER SANTOS

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : GUILHERME MAYER SANTOS
DATA : 02/10/2026
HORA: 09:00
LOCAL: TEAMS
TÍTULO:

Uma perspectiva da montagem: espaço, tempo, fantasmas e fracasso


PALAVRAS-CHAVES:

técnica, montagem, visualidade, sonoridade, objetos.


PÁGINAS: 179
RESUMO:

Esta tese explora questões do fazer teatral. Dentre as possibilidades de estudo nesse quesito, optou-se por tratar do conceito de montagem. Frente a polissemia de tal nomenclatura, objetiva-se problematizar o conceito de montagem e compreendê-lo de forma operacional para a cena. Em stricto sensu, optou-se pela montagem enquanto uma operação que é própria da produção de eventos. Ao propor o termo desta forma, mas em um prisma teatral, essa trata da transmutação das possibilidades criadas na sala de ensaio ou em apresentações anteriores para o espaço cênico situado. Esse objeto e recorte de pesquisa é posicionado de forma direta ao ofício entendido comumente como o da ‘graxa’ ou ‘técnica’, mas que de forma explícita não se resume a essas funções, pois tentar-se-á neste escrito não seccionar a dimensão técnica e estética nesse acontecimento. Ao se defrontar com esse fenômeno, esse foi perscrutado a partir de uma perspectiva específica que é: silenciosa, pois essa transmutação espacial não se relaciona exatamente com o tema e discurso das obras; ecológica, pois há uma dinâmica com o próprio ambiente que impõe uma forma diferenciada de compreensão relação entre humanidade e não-humanidade; e orientada aos objetos, por conta da existência dos objetos para além do seu propósito posicional no espaço. Essas maneiras de se perceber geraram quatro conceitos que guiam os caminhos propostos, que são: tempo, espaço, fantasmas e fracasso. Para o desenvolvimento destes conceitos recorreu-se as seguintes ferramentas: revisão bibliográfica, apresentação etimológica, exemplos de uma peça hipotética e organogramas para rápidas recapitulações. Como problema de pesquisa buscou-se compreender se a montagem, enquanto uma transmutação de espaços, pode ser um elemento criativo para a cena. Para fundamentação a essa questão utilizou-se os quatros conceitos supracitados, bem como dois problemas filosóficos que são o paradoxo de sorites e o paradoxo do navio de Teseu, em que foi possível notar que a criação ocorre a partir de um binarismo, em que algo se cria ou não se cria, mas como um gradiente, e que esses ajustes podem, por vezes modificar frontalmente o espetáculo e por outras vezes não. Espera-se que este trabalho amplie os diálogos acerca da relação conceitual com elementos que são considerados muitas vezes puramente técnicos no teatro.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 3424516 - CESAR LIGNELLI
Interno - 2056165 - ALISSON ARAUJO DE ALMEIDA
Interna - 2329908 - SULIAN VIEIRA PACHECO
Externo à Instituição - HÉCTOR ANDRÉS BRIONES VÁSQUEZ - UFC
Externa à Instituição - RAFAELLA UHIARA - USP
Notícia cadastrada em: 21/09/2026 09:54
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