PPGCEN PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARTES CÊNICAS INSTITUTO DE ARTES Téléphone/Extension: 98343-5233 https://www.unb.br/pos-graduacao

Banca de QUALIFICAÇÃO: ROSA PIRES FERNANDES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ROSA PIRES FERNANDES
DATA : 09/10/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Link da videochamada: https://meet.google.com/djx-hcey-ezk
TÍTULO:

O Teatro Surdo: Acessibilidade Cultural enquanto Estética cênica


PALAVRAS-CHAVES:

1. Teatro Surdo. 2. Inclusão. 3. Acessibilidade Cultural. 4. Protagonismo Surdo. 5. Estética Cênica.

 


PÁGINAS: 114
RESUMO:

Esta pesquisa se propõe a investigar a estética cênica do Teatro Surdo,
considerandoo como manifestação artística da cultura surda, bem como
movimento político e social de um povo que tem a Língua Brasileira de Sinais
(Libras) como principal forma de comunicação. Características como a
expressividade corporal, a visualidade e a deficiência em cena recebem
atenção especial. A linguagem teatral pode contribuir para que esses
indivíduos exerçam plenamente seu direito à cidadania, à liberdade, à
autonomia e ao protagonismo por meio de seu talento e criatividade. Para
isso, proponho um espaço de vivência no formato de oficinas teatrais, nas
quais as pessoas surdas possam se expressar e refletir sobre seus próprios
processos, anseios e possibilidades nas Artes Cênicas. Neste estudo, a surdez é
compreendida como elemento de criação e de construção estética em uma
linguagem contemporânea atenta às questões da acessibilidade cultural.
Enquanto há a supressão do som, a visualidade e a expressividade corporal
passam a ocupar lugar de destaque nessa estética. A metodologia adotada
será a etnografia performativa que, segundo Hartmann e Castro, compreende
os corpos como portadores de identidade, história e performatividade, como
ocorre na própria cultura surda. Na revisão bibliográfica, no campo da
literatura surda, do teatro e da produção de artistas surdos, destacam-se
Resende (2023) e Somacal (2014). Sobre a cultura surda, as principais
referências são Strobel (2008), Skliar (1998), Gesser (2009), Sacks (2010) e os
estudos sobre a Língua Brasileira de Sinais de Quadros e Karnopp (1997;
2004). Para as oficinas de teatro, propõem-se exercícios de improvisação e
jogos teatrais fundamentados em Spolin (2010), bem como conceitos da
encenação de Bob Wilson, discutidos por Pinheiro (2021). Espera-se que este
estudo sobre o Teatro Surdo e a sistematização de sua estética cênica
contribua para o fortalecimento da acessibilidade cultural nas Artes Cênicas,
para o registro e a sistematização da história do Teatro Surdo no Brasil e para
o engajamento de novos grupos de artistas surdos, fortalecendo sua atuação
no campo da cultura e consolidando a cultura surda

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - ***.521.816-** - EMERSON DE PAULA SILVA - UNESP
Externo à Instituição - JOSÉ FLÁVIO GONÇALVES DA FONSECA - UFMA
Interna - 1198789 - LUCIANA HARTMANN
Externo à Instituição - Lucas Sacramento Resende - UFOB
Notícia cadastrada em: 01/09/2026 13:01
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