AVALIAÇÃO DA PERCEPÇÃO OLFATIVA DE RECÉM-NASCIDO: UMA NOVA ESCALA.
recém-nascido; olfato; percepção olfativa; escala de avaliação comportamental
A pandemia por COVID-19 evidenciou a perda olfativa como uma das manifestações clínicas iniciais e mais frequentes em adultos e crianças infectados, reforçando a importância do sistema olfativo como marcador sensorial e clínico. Apesar disso, observa-se escassez de instrumentos validados capazes de avaliar a percepção olfativa no período neonatal, especialmente em recémnascidos, fase em que o olfato exerce papel fundamental na adaptação extrauterina, no vínculo materno-infantil e na organização neurocomportamental. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo desenvolver e validar uma escala para avaliação da percepção sensorial olfativa em recémnascidos. Trata-se de uma coorte analítica comparativa retrospectiva, composta por 257 recémnascidos saudáveis. A construção do instrumento considerou variáveis comportamentais e fisiológicas associadas à resposta olfativa neonatal. Os resultados permitiram a elaboração e validação da NOSE (Neonatal Olfactory Scale / Escala Olfatória Neonatal), instrumento inédito destinado à avaliação clínica da percepção olfativa em recém-nascidos. A disponibilização dessa escala contribui para o avanço da avaliação sensorial neonatal, possibilitando a detecção precoce de alterações olfativas e subsidiando intervenções voltadas ao estímulo do desenvolvimento sensorial neonatal.