Desenvolvimento de métodos eletroanalíticos para a determinação de poluentes emergentes e suas interações com os microplásticos
contaminantes emergentes, microplásticos, sensores eletroquímicos e potenciostato portátil.
O crescimento industrial e urbano acelerado têm levado à introdução contínua de contaminantes emergentes no meio ambiente, tais como resíduos farmacêuticos, desreguladores endócrinos, pesticidas e microplásticos. Devido à sua persistência e toxicidade, o monitoramento dessas substâncias tornou-se um desafio analítico e ambiental crítico. Os microplásticos são micropartículas (<5,0 mm) poliméricas, as quais possuem alta área superficial e caráter hidrofóbico variável, atuando como vetores ambientais que interagem com os contaminantes emergentes, modificando seu transporte, destino e biodisponibilidade através de mecanismos de adsorção, estudos já comprovam evidências de microplásticos em organismo humano e seus efeitos negativos para a saúde. Diante disso, este trabalho propõe o desenvolvimento de métodos eletroanalíticos de baixo custo, sensíveis e portáteis, para a determinação quantitativa de contaminantes emergentes e o estudo de suas interações com diferentes tipos de microplásticos. A metodologia envolve a fabricação e caracterização de um sensor eletroquímico de grafite, avaliando sua estabilidade e parâmetros interfaciais. Em seguida, os parâmetros operacionais serão otimizados utilizando um potenciostato portátil. Por fim, os sensores desenvolvidos serão aplicados na investigação das interações de adsorção entre os contaminantes e os microplásticos de interesse ambiental. Espera-se que a plataforma eletroanalítica proposta consolide-se como uma ferramenta econômica e sustentável, a fim de auxiliar no monitoramento dessas interações.