Banca de DEFESA: THIAGO ALUISIO MACIEL PEREIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : THIAGO ALUISIO MACIEL PEREIRA
DATA : 29/05/2026
HORA: 15:00
LOCAL: Auditório Prof. Dr. Marçal de Oliveira Neto - Instituto de Química
TÍTULO:

DETERMINAÇÃO DE SELÊNIO POR HG-FAAS EM ALIMENTOS E SOLOS DO LAGO DO PURUZINHO (AMAZÔNIA OCIDENTAL)


PALAVRAS-CHAVES:

Selenium. Food. Soils. Western Amazon


PÁGINAS: 147
RESUMO:

O presente estudo teve como objetivo desenvolver, validar e aplicar uma metodologia analítica para a quantificação de selênio em matrizes de alimentos e solos da comunidade tradicional do Lago do Puruzinho, no Amazonas. A técnica utilizada foi a Espectrometria de Absorção Atômica com geração de hidreto (HG-FAAS), que se mostrou necessária devido à alta sensibilidade exigida para a detecção de elementos em níveis traço. O método foi validado com sucesso, apresentando uma linearidade ideal (R² = 1,000) na faixa de trabalho final de 0 a 15 µg L-1. Foram estabelecidos o Limite de detecção de 0,45 µg L-1 e o limite de quantificação de 1,48 µg L-1. A exatidão do método foi confirmada através de materiais de referência certificados, com taxas de recuperação de 106,50% para arroz e 106,30% para\ solo, demonstrando a ausência de erros sistemáticos significativos. Além disso, comprovou-se que a curva analítica permanece estável por até 15 dias, otimizando a rotina laboratorial. A análise das matrizes alimentares revelou que a Castanha-do-Brasil e a Mandioca são as principais fontes de selênio na dieta local, com concentrações de 6,2µg g-1 e 0,61µg g-1 (massa úmida), respectivamente. Esses valores são significativamente superiores aos encontrados em outras regiões do Brasil e do mundo, refletindo o enriquecimento geogênico da Amazônia Ocidental. O estudo também identificou variações sazonais no consumo, com o açaí e a bacaba apresentando picos de ingestão que podem elevar o Quociente de Perigo (HQ) acima dos limites recomendados de 400 µg dia-1 para adultos. As concentrações de selênio total nos solos superficiais variaram entre 128,56 ng g-1 a 648 ng g-1. Todos os pontos analisados situaram-se abaixo do valor de prevenção estabelecido pelo CONAMA, o que classifica a área como livre de contaminação antrópica e confirma que a presença de selênio é de origem natural. A pesquisa consolida a importância do selênio como um escudo fisiológico para as populações ribeirinhas, devido ao seu papel antagônico na mitigação da toxicidade do mercúrio. O trabalho contribui para o fortalecimento do monitoramento ambiental na Amazônia e fornece dados inéditos sobre a composição mineral de frutos regionais.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ANDREA FERNANDES ARRUDA - UFG
Interno - 2943443 - CARLOS MARTIN INFANTE CORDOVA
Presidente - 1122801 - JURANDIR RODRIGUES DE SOUZA
Interno - 1393185 - TARCISIO SILVA DE ALMEIDA
Notícia cadastrada em: 27/05/2026 11:58
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