Química analítica verde em CLAE, controle de qualidade de maleato de enalapril e hidroclorotiazida em medicamentos
Cromatografia; hidroclorotiazida; maleato de enalapril; química verde; química analítica
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição que afeta grande parte da
população adulta brasileira, e na maioria dos casos requere intervenção medicamentosa
continua. O controle de qualidade de medicamentos é uma etapa essencial no seu ciclo de
produção, pois garante a segurança da população que o consome, portanto surge a necessidade
de criar métodos para análise de medicamentos como hidroclorotiazida (HCT) e maleato de
enalapril (ENL), uns dos mais utilizados no território urbano nacional, que sejam mais
sustentáveis e em acordo com os princípios da química analítica verde. Nesse trabalho é
realizada a substituição do solvente acetonitrila (ACN), embora muito toxico, um dos mais
comuns em cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE), por etanol (EtOH), de baixa
toxicidade, para realizar a separação e quantificação dos medicamentos citados em composições
associadas. O método utiliza um gradiente de solução de ácido fosfórico (H3PO4) e solvente
EtOH (que varia de 7 a 50%), vazão da fase móvel a 1 mLmin-1, temperatura do forno 60 ºC e
coluna phenomenex®, 120A, 5mμ, 4,6 mm de diâmetro, 150 mm, C18. O método exibe boa
linearidade na faixa de 75 – 150 μg ml-1 para HCT e 120 – 240 μg ml-1 para ENL com ambos
R2 acima de 0,99 e os limites de detecção e quantificação são, respectivamente, para HCT 5,40
μg ml-1 e 16,38 μg ml-1 e para ENL 11,58 μg ml-1 e 35,08 μg ml-1. A substituição do solvente
representa uma melhora na toxicidade do método, a vazão menor que a sugerida por
farmacopeias como a brasileira e a estado-unidense implica menor geração e resíduos, e a
análise conjunta dos medicamentos, que não se faz presente nas literaturas citadas, permite
ampliar a possibilidade de aplicações