Associação entre Níveis Plasmáticos de Pequenas Partículas de Lipoproteína de Alta Densidade (HDL) e a Progressão da Aterosclerose Coronária em Adultos com Diabetes Mellitus Tipo 2.
HDL, Aterosclerose, Diabetes Mellitus Tipo 2, Escore de Cálcio Arterial Coronário (CAC), Ressonância Magnética Nuclear (RMN)
Contexto: O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) impacta significativamente a progressão da aterosclerose coronária, com alta heterogeneidade. A resistência à insulina é etiologicamente relacionada a múltiplos fatores de risco que potencializam a aterogênese em graus variados. Objetivo: Para melhor compreender os fatores associados à incidência/progressão do cálcio arterial coronário (CAC), estudamos 4.331 indivíduos do ELSA-Brasil. Métodos: Indivíduos com DM2 apresentaram maiores taxas de incidência/progressão de CAC em comparação aos participantes sem diabetes. Entre 461 indivíduos com DM2, não usuários de estatinas e sem doença cardiovascular aterosclerótica (ASCVD) no início do estudo, 143 (31,0%) apresentaram incidência/progressão de CAC, e a concentração de pequenas partículas de HDL mostrou associação significativa com esses desfechos. Resultados: Maior concentração plasmática (3º tercil) de partículas de HDL com <8 nm (HDLp1) foi associada a maior chance de incidência/progressão de CAC (odds ratio [OR] = 2,40; IC 95%: 1,32–3,40; p < 0,001) em comparação ao 1º tercil, correspondendo a um aumento aproximado de 140%. A inclusão de HDLp1 também foi associada a uma melhora líquida de reclassificação de 13,6% (NRI = 0,136; IC 95%: 0,028–0,188; p = 0,004), indicando melhor classificação do risco de incidência/progressão de CAC. Conclusão: A concentração de HDLp1 demonstra associação significativa com a incidência/progressão de CAC em indivíduos com DM2.