Banca de DEFESA: ANA LÍGIA DA SILVA SOUSA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANA LÍGIA DA SILVA SOUSA
DATA : 25/06/2026
HORA: 08:00
LOCAL: Plataforma TEAMS
TÍTULO:

Regressão de alterações no exame citopatológico do colo do útero na população elegível para vacinação contra HPV no Distrito Federal


PALAVRAS-CHAVES:

HPV; Câncer de colo do útero; Exame colpocitológico; Vacina contra o HPV; Colo do útero


PÁGINAS: 66
RESUMO:

O câncer do colo do útero permanece como um importante problema de saúde pública mundial, especialmente em localidades de baixa e média renda, estando fortemente associado à infecção persistente pelo HPV. Nesse contexto, a vacinação e o rastreamento cervical são fundamentais para prevenção e manejo da doença. Objetivo: Avaliar a frequência de regressão das alterações nos resultados de exames citopatológicos do colo do útero em mulheres elegíveis para vacinação contra HPV, acompanhadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no Distrito Federal. Metodologia: Estudo observacional analítico, de delineamento longitudinal retrospectivo, com abordagem quantitativa, realizado a partir dos resultados alterados de exames citopatológicos do colo do útero, de 2018 a 2025, de mulheres elegíveis para vacinação contra o HPV, que buscaram atendimento e tiveram seus exames realizados na rede pública de saúde. Resultados: Foram incluídas 422 pacientes da população elegível para vacinação contra HPV, com idade entre 18 e 25 anos, e exame citopatológico de colo de útero alterado, sendo 145 (34,36%) não vacinadas e 277 (65,64%) de vacinadas. A maioria das alterações citopatológicas foram aquelas com indicação de repetição do exame, correspondendo a 86,02% dos exames alterados na população elegível; enquanto as alterações com indicação de colposcopia representaram 13,98% dos exames alterados na população elegível. Não foi observada diferença estatisticamente significativa entre vacinadas e não vacinadas quanto à distribuição das alterações classificadas como repetição ou colposcopia. A categoria mais frequente foi ASC-US e a menos frequente AGC. A maioria das alterações citopatológicas do colo do útero evoluiu com regressão na população elegível (80,81%), com prevalência de regressão 19% maior entre vacinadas. Em relação ao intervalo de tempo para regressão, a maioria das alterações apresentou regressão em até um ano na população elegível (66,57%), com frequência de regressão significativamente maior entre as não vacinadas; a regressão entre 1 e 2 anos ocorreu em 16,13% dos exames alterados na população elegível, sendo significativamente mais frequente entre as vacinadas (19,83%); a regressão entre 2 e 6 anos foi observada em 17,30% dos exames alterados na população elegível, sem diferença estatisticamente significativa entre os grupos. A maioria das alterações, sejam aquelas com indicação de repetição (ASC-US e LSIL) ou aquelas com indicação de colposcopia (ASC-H, AGC e HSIL), quando analisadas de forma agrupada ou individual, apresentou regressão na população elegível e nos grupos de não vacinadas e vacinadas. Diferenças estatisticamente significativas foram observadas entre não vacinadas e vacinadas nas alterações com indicação de repetição, tanto na análise agrupada quanto nas categorias avaliadas individualmente, demonstrando maior frequência e maiores chances de regressão entre as mulheres vacinadas. Já alterações classificadas com indicação de colposcopia, apesar da maior frequência de regressão observada entre vacinadas, não foram identificadas diferenças estatisticamente significativas entre vacinadas e não vacinadas. Considerações Finais: Foi evidenciado elevada frequência de regressão das alterações citopatológicas do colo do útero em mulheres elegíveis para vacinação contra o HPV no Distrito Federal, com maior proporção entre as vacinadas. Os achados sugerem associação positiva entre a vacinação e a regressão das lesões, especialmente as de baixo grau, reforçando o impacto da imunização na história natural da infecção pelo HPV. Além disso, os resultados contribuem para o aprimoramento das estratégias de rastreamento e seguimento em mulheres jovens, favorecendo condutas mais conservadoras, redução de intervenções desnecessárias e otimização de recursos no Sistema Único de Saúde.


MEMBROS DA BANCA:
Externa ao Programa - 1562125 - ANDREA BARRETTO MOTOYAMA - nullPresidente - 2499462 - FABIANA PIRANI CARNEIRO
Externa à Instituição - LEONORA MACIEL DE SOUZA VIANNA - UnB
Externa à Instituição - LIANNA MARTHA SOARES MENDES - HBDF
Notícia cadastrada em: 27/05/2026 15:33
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