Distribuição espacial de Anthonomus grandis grandis (Coleoptera: Curculionidae) e seus parasitóides em estruturas reprodutivas de algodão coletadas no solo
Bicudo-do-algodoeiro, Gossypium hirsutum, parasitoides, geoestatística, Manejo Integrado de Pragas
O bicudo-do-algodoeiro, Anthonomus grandis grandis, é a principal praga que afeta o algodoeiro (Gossypium hirsutum) nas Américas, sendo o controle químico a tática mais comumente empregada pelos cotonicultores. Os parasitóides mais comumente encontrados em condições naturais, atuando como inimigos naturais de A. grandis grandis, são Bracon sp. e Catolaccus grandis. Apesar do aumento recente da relevância do controle biológico no manejo de pragas, ainda se sabe pouco sobre os índices de parasitismo natural do bicudo-do-algodoeiro. Esse tipo de informação é extremamente relevante para a definição de estratégias de criação e liberação massal de inimigos naturais. Portanto, o objetivo deste trabalho será monitorar a infestação e emergência do bicudo-do-algodoeiro de estruturas coletadas no solo e avaliar a diversidade e densidade de parasitóides emergindo das mesmas e sua distribuição espacial em lavouras do Cerrado ao longo do cultivo de algodão realizado em diferentes safras, a fim de inferir acerca do sucesso dos programas de controle biológico aplicado empregando parasitóides. Para tal, serão conduzidas amostragens em duas lavouras distintas de algodão, contendo 100 pontos de amostragem cada, com área de 1 metro quadrado, sendo todos os pontos amostrados georreferenciados com coordenadas estabelecidas e marcação mantida durante todas as avaliações, que serão realizadas em diferentes datas de amostragem ao longo do ciclo de desenvolvimento da cultura. Durante as amostragens, serão coletadas todas as estruturas reprodutivas caídas no solo da entrelinha de cultivo, sendo contabilizadas as estruturas com sinais de infestação (alimentadas, ovipositadas ou ambos os sinais) e as sem sinais de infestação por A. grandis grandis. Após a avaliação, as estruturas serão mantidas em condição controlada por 21 dias para avaliação da emergência da praga e dos parasitóides. Posteriormente, os dados serão submetidos à análise de krigagem para determinação do padrão de distribuição espacial da praga, de seus inimigos naturais e das estruturas reprodutivas atacadas.