AVALIAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO AGRONÔMICO DE SOJA EM RESPOSTA A ADUBAÇÃO FOLIAR COM DIFERENTES FONTES E DOSES DE COBRE
Soja, nutrição mineral de plantas, manejo nutricional, cobre, fontes e doses.
A soja (Glycine max L. Merrill) é uma das culturas mais importantes econômica e socialmente para o mundo, ocupando cerca de 138,52 milhões de hectares do território mundial, com uma produção de 395,91 milhões de toneladas em 2024. Diversos fatores estão ligados a um bom rendimento agronômico na cultura da soja, em que a planta pode expressar o seu potencial genético. Entre eles estão a seleção da variedade adaptada à região de cultivo, boas práticas agrícolas, o relevo da área, os níveis de fertilidade do solo e, principalmente, o manejo nutricional. Os nutrientes disponíveis no solo são fundamentais para a planta apresentar uma elevada produtividade. Neste contexto, um nutriente de extrema importância para a fisiologia da soja é o cobre. Este micronutriente atua na regulação metabólica de vários processos fisiológicos, sendo cofator essencial para a ativação de enzimas que catalisam reações químicas em vias metabólicas chave para a planta. A dinâmica lenta de absorção do cobre pelas plantas e a sua alta taxa de remobilização no solo sinalizam para a necessidade de se disponibilizar o cobre durante todo o ciclo da cultura, para que os níveis adequados do nutriente estejam presentes nas células vegetais. As duas principais maneiras de se realizar a oferta de cobre pós-semeadura ou pós-plantio são via aplicação no solo ou pulverização foliar, uma alternativa interessante para aumentar a oferta de cobre para as plantas quando houver limitações quanto à aplicação no solo. Há diversas fontes de cobre no mercado que podem ser aplicadas foliarmente. O presente estudo visa avaliar a produtividade de soja em resposta à aplicação foliar de diferentes fontes e doses de cobre, bem como caracterizar aspectos fisiológicos das plantas submetidas à suplementação com o nutriente.