DESEMPENHO AGRONÔMICO DA SOJA EM FUNÇÃO DA INOCULAÇÃO BIOLÓGICA VIA SULCO E PROFUNDIDADE DE SEMEADURA
Soja; Sulco; Fixação biológica de nitrogênio; profundidade
A soja é uma das principais culturas agrícolas do mundo, sendo altamente dependente do nitrogênio para atingir elevados níveis de produtividade. Nesse contexto, a fixação biológica de nitrogênio (FBN) destaca-se como alternativa sustentável ao uso de fertilizantes nitrogenados, sendo diretamente influenciada pelo manejo da inoculação. Entre as estratégias disponíveis, a inoculação via sulco de semeadura tem se consolidado como uma alternativa promissora, por reduzir a exposição dos microrganismos a produtos químicos utilizados no tratamento de sementes e favorecer sua sobrevivência e estabelecimento na rizosfera. Além disso, a profundidade de semeadura constitui fator determinante para o estabelecimento inicial da cultura, podendo influenciar tanto a emergência das plântulas quanto a eficiência da interação planta-microrganismo no ambiente do sulco. Ainda são escassos estudos que avaliem de forma integrada o efeito da inoculação via sulco de semeadura associada à profundidade de deposição das sementes sobre o desempenho agronômico da soja. Dessa forma, o presente trabalho teve como objetivo avaliar as características agronômicas da soja em função da aplicação de inoculantes via sulco de semeadura associada a diferentes profundidades de semeadura. O experimento foi conduzido na Fazenda Experimental Água Limpa (UnB), em delineamento de blocos casualizados, em esquema fatorial 4 × 3, com três repetições. Os tratamentos consistiram em quatro manejos de inoculação (Bradyrhizobium, Bacillus, coinoculação e testemunha) aplicados diretamente no sulco de semeadura, combinados com três profundidades de deposição das sementes (4, 5 e 6 cm). Foram avaliadas variáveis relacionadas à nodulação, crescimento e produtividade da cultura. Os resultados indicaram aumento significativo na produtividade entre os fatores inoculação via sulco de semeadura e profundidade de semeadura. Conclui-se que a coinoculação biológica via sulco de semeadura nas profundidades de 4 e 5 cm apresentaram incremento produtivo de até 58% em relação a testemunha.