EFEITOS DA INOCULAÇÃO VIA SULCO EM DIFERENTES PROFUNDIDADES DE SEMEADURA DE MILHO
Azospirillum; Bacillus; inoculante; profundidade de semeadura; produtividade.
O milho (Zea mays L.) é uma das culturas agrícolas de maior destaque no Brasil e no mundo, apresentando significativa importância econômica e social, sendo amplamente utilizado na alimentação humana e animal, além de servir como matéria-prima para diversos produtos industriais. A crescente demanda por sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis tem impulsionado estudos voltados à otimização do manejo da cultura. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho foi analisar a influência da profundidade de semeadura e da aplicação de inoculantes via sulco nas características agronômicas e na produtividade do milho. O experimento foi conduzido em Brasília – DF, durante a safra 2024/2025, em delineamento de blocos casualizados, com arranjo fatorial 4 × 3, composto por quatro condições de inoculação (sem inoculação, Azospirillum brasilense, Bacillus megaterium e Bacillus aryabhattai, e a combinação destes) e três profundidades de semeadura (5, 7 e 9 cm), totalizando 12 tratamentos e três repetições. Foram avaliadas variáveis agronômicas e fisiológicas, incluindo estande inicial e final de plantas, matéria seca da parte aérea e das raízes, altura de plantas, diâmetro do colmo, teores foliares de nitrogênio e fósforo, número de fileiras por espiga, número de grãos por fileira, número de grãos por espiga, peso de mil grãos e produtividade de grãos. Os resultados indicaram que a inoculação não promoveu efeitos significativos sobre as variáveis avaliadas. De forma geral, os componentes de rendimento, características morfológicas e acúmulo de biomassa não foram influenciados pelos tratamentos, evidenciando comportamento estável da cultura sob as condições experimentais. Por outro lado, a profundidade de semeadura apresentou efeito significativo sobre a produtividade de grãos, com maior rendimento observado na profundidade de 9 cm, diferindo da profundidade de 5 cm. Embora os componentes produtivos não tenham apresentado diferenças estatísticas isoladamente, suas variações combinadas contribuíram para o aumento da produtividade. Conclui-se que a profundidade de semeadura foi o principal fator determinante do desempenho produtivo do milho nas condições avaliadas, enquanto a inoculação com Azospirillum e Bacillus não influenciou significativamente as variáveis analisadas. A profundidade de 9 cm proporcionou maior produtividade, possivelmente em função de melhores condições de umidade do solo e desenvolvimento radicular. Os resultados reforçam a importância do manejo adequado da semeadura como estratégia para maximizar o rendimento da cultura.