Banca de DEFESA: DIEGO GABRIEL LEANDRO MOREIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : DIEGO GABRIEL LEANDRO MOREIRA
DATA : 29/09/2026
HORA: 10:00
LOCAL: Multiusos A e ZOOM
TÍTULO:

Apapalutapanau atsa awiri itsumüanipa, “os espíritos não estão se sentindo felizes”: uma etnografia sobre indicadores extra-humanos de saúde ambiental

 


PALAVRAS-CHAVES:

Nesta dissertação, busco contextualizar os processos de ocupação indígena e não
indígena da região do Território Indígena do Xingu (TIX), refletindo, a partir da perspectiva do
povo Yawalapiti, sobre suas implicações ecológicas, ambientais, socioambientais e, sobretudo,
cosmológicas. Para tanto, a pesquisa está organizada em quatro eixos: 1) a expansão do
agronegócio no Brasil e em Mato Grosso; 2) as dinâmicas territoriais e sociais do povo
Yawalapiti; 3) a cosmologia, os rituais e o cotidiano yawalapiti; e 4) a diplomacia e os
indicadores extra-humanos de saúde ambiental.
A dissertação evidencia a existência de uma cosmopolítica na qual a agência dos seres
extra-humanos interfere diretamente nas relações entre humanos e ambientes. Nesse contexto,
as categorias yawalapiti de classificação dos seres revelam que os não indígenas podem assumir
diferentes posições relacionais, sendo compreendidos, conforme as situações, como inimigos,
aliados ou agentes inseridos em dinâmicas extra-humanas. A atuação das lideranças indígenas
envolve, assim, uma “diplomacia cósmica”, na qual mediadores estabelecem relações entre
“pontos de vista ontologicamente heterogêneos” (VIVEIROS DE CASTRO, 2006, p. 320).
Aproximando-se de uma “descrição crítica” (TSING, 2019, p. 120), a pesquisa analisa
o entrelaçamento das relações entre humanos Yawalapiti, outros povos do Alto Xingu, seres
extra-humanos e paisagens. Nesse percurso, examino como as relações com os apapalutapanau
— seres dotados de agência e potência cosmológica — articulam práticas rituais, formas de
manejo ambiental e regimes de cuidado territorial. Por fim, tensiono como a expansão de
empreendimentos econômicos, especialmente aqueles associados ao agronegócio no entorno
do TIX, interfere nessas relações diplomáticas, produzindo impactos não apenas ambientais,
mas também cosmológicos.

 


PÁGINAS: 145
RESUMO:

Nesta dissertação, busco contextualizar os processos de ocupação indígena e não
indígena da região do Território Indígena do Xingu (TIX), refletindo, a partir da perspectiva do
povo Yawalapiti, sobre suas implicações ecológicas, ambientais, socioambientais e, sobretudo,
cosmológicas. Para tanto, a pesquisa está organizada em quatro eixos: 1) a expansão do
agronegócio no Brasil e em Mato Grosso; 2) as dinâmicas territoriais e sociais do povo
Yawalapiti; 3) a cosmologia, os rituais e o cotidiano yawalapiti; e 4) a diplomacia e os
indicadores extra-humanos de saúde ambiental.
A dissertação evidencia a existência de uma cosmopolítica na qual a agência dos seres
extra-humanos interfere diretamente nas relações entre humanos e ambientes. Nesse contexto,
as categorias yawalapiti de classificação dos seres revelam que os não indígenas podem assumir
diferentes posições relacionais, sendo compreendidos, conforme as situações, como inimigos,
aliados ou agentes inseridos em dinâmicas extra-humanas. A atuação das lideranças indígenas
envolve, assim, uma “diplomacia cósmica”, na qual mediadores estabelecem relações entre
“pontos de vista ontologicamente heterogêneos” (VIVEIROS DE CASTRO, 2006, p. 320).
Aproximando-se de uma “descrição crítica” (TSING, 2019, p. 120), a pesquisa analisa
o entrelaçamento das relações entre humanos Yawalapiti, outros povos do Alto Xingu, seres
extra-humanos e paisagens. Nesse percurso, examino como as relações com os apapalutapanau
— seres dotados de agência e potência cosmológica — articulam práticas rituais, formas de
manejo ambiental e regimes de cuidado territorial. Por fim, tensiono como a expansão de
empreendimentos econômicos, especialmente aqueles associados ao agronegócio no entorno
do TIX, interfere nessas relações diplomáticas, produzindo impactos não apenas ambientais,
mas também cosmológicos.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - RAFAEL JOSÉ DE MENEZES BASTOS - UFSC
Interno - 1629812 - GERSEM JOSE DOS SANTOS LUCIANO
Interna - 1550704 - MARCELA STOCKLER COELHO DE SOUZA
Presidente - ***.072.061-** - STEPHEN GRANT BAINES - UnB
Notícia cadastrada em: 23/09/2026 15:09
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