Estudo histoquímico do endométrio de éguas com e sem patologia
endométrio, biópsia endometrial, reprodução equina, inflamação, muco
O objetivo do presente estudo foi caracterizar e comparar o padrão histoquímico no endométrio normal e
patológico de éguas. Cento e cinco amostras de endométrio, coletadas por biópsia, foram analisadas pelas
técnicas histoquímicas de PAS e AB. As amostras foram divididas em três fases do ciclo estral (anestro,
estro e diestro) e em três grupos (I, II e III) de acordo com a presença e intensidade de lesões. Entre as
amostras sem lesão ou com lesões muito sutis (grupo I), no AB, foi observada uma forte tendência para
maior intensidade de reatividade no epitélio luminal (LE) durante o estro, em comparação com o anestro
(p = 0,052), enquanto que no lúmen dos ductos glandulares, o anestro mostrou aumento de intensidade de
coloração comparada com o estro (p = 0,028) e diestro (p = 0,008). Na coloração PAS, houve forte
tendência para maior reatividade do LE durante o estro e diestro comparados ao anestro (p = 0,051). As
principais lesões detectadas nas amostras dos grupos II e III incluíram endometrite linfoplasmocítica ou
neutrofílica e hiperplasia cística. Nenhuma diferença significativa na intensidade de secreção histoquímica
foi observada entre os diferentes grupos (I-III). Com base no número limitado de casos com patologia, a
inflamação não aumentou consistentemente a reação no endométrio afetado. Glândulas dilatadas
mostraram uma reação anormal ao PAS e AB, indicando microambiente alterado e falta de responsividade
às mudanças cíclicas.