DÍPTEROS NECRÓFAGOS EM AMBIENTE URBANO NO DISTRITO FEDERAL E A CADEIA DE TRANSMISSÃO DE PATÓGENOS: ESTUDO DA ARTE
dípteros necrófagos, patógenos, miíase, saúde animal
Os dípteros necrófagos são conhecidos por participarem da transmissão de múltiplos patógenos e serem agentes causadores de miíase, com relevância para a saúde humana e animal. Este estudo teve como objetivo analisar a fauna de dípteros necrófagos em ambiente urbano na Asa Norte- Distrito Federal e relacionar as espécies coletadas com patógenos descritos na bibliografia. Foram realizadas três amostragens com armadilhas Van Someren‑Rydon contendo carne bovina em decomposição como iscas, em quatro pontos da Asa Norte, Brasília, entre março e abril de 2024. Foram capturados 3.561 espécimes, distribuídos em 21 famílias, com predomínio de Calliphoridae(42,85%), Fanniidae (17,41%), Muscidae (16,37%) e Sarcophagidae (13,34%). As famílias Calliphoridae, Muscidae e Sarcophagidae foram selecionadas para identificação específica e levantamento bibliográfico de patógenos associados. Foram identificadas espécies como Chrysomya megacephala, C. albiceps, Cochliomyia hominivorax, Musca domestica, Peckia (Sarcodexia) lambens, entre outras. A partir da literatura, foi elaborada uma tabela associando as espécies a bactérias, fungos, parasitos e vírus, além do potencial para causar miíases. Musca domestica destacou‑se pela enorme diversidade de patógenos veiculados. Conclui‑se que a fauna de dípteros necrófagos urbana do DF possui espécies de importância sanitária, reforçando a necessidade de vigilância e de estudos microbiológicos futuros para avaliar o risco real de transmissão de doenças.