Banca de QUALIFICAÇÃO: Danielle Porcari Alves

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Danielle Porcari Alves
DATA : 13/11/2025
HORA: 09:00
LOCAL: Online MS Teams
TÍTULO:

Epidemiologia da brucelose bovina associada às características da cadeia produtiva do leite nos seis maiores estados produtores de leite do Brasil


PALAVRAS-CHAVES:

brucelose bovina, tipologia de produção, prevalência, fatores de risco, regressão logística, análise espacial, rebanho leiteiro, saúde única.


PÁGINAS: 69
RESUMO:

A bovinocultura leiteira representa uma das principais atividades do agronegócio brasileiro, concentrando 72,9% da produção nos seis maiores estados produtores. A grande diversidade de seus sistemas produtivos e a presença endêmica da Brucelose Bovina (bB), uma importante zoonose, exigem estratégias de controle do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT). Este estudo teve como objetivo principal caracterizar os sistemas de produção em tipologias, estimar a prevalência de bB, identificar os fatores de risco associados e analisar seu impacto na saúde única. Foi realizado um estudo transversal (N=5.638 propriedades) a partir de bancos de dados já existentes em inquéritos sorológicos dos seis maiores estados produtores de leite. Por meio da análise de agrupamento K-modes, as propriedades foram classificadas em quatro tipologias com base em características como tipo de ordenha e comercialização do leite. A análise de fatores de risco foi realizada por Regressão Logística Multivariável, e o desempenho preditivo, pela Curva ROC. Os resultados revelaram uma grande heterogeneidade na distribuição da bB entre as Unidades Federativas (UFs), com prevalências estaduais variando de 0.44% (SC) a 12.94% (GO). A Regressão Logística demonstrou que a localização geográfica e o tamanho do rebanho são os fatores de risco mais significativos. Em comparação com o estado de referência (SC), a chance de ocorrência de bB em Goiás (GO) é 36 vezes maior e em São Paulo (SP) é 32.6 vezes maior. O aumento no tamanho do rebanho (Total de Fêmeas) eleva a chance de bB em 1.84 vezes (OR=1.84). Entre as tipologias, a Tipologia 3 (Média Tecnificação) apresentou um risco 1.84 vezes maior em comparação com a Tipologia 1 (Baixa Tecnificação). O modelo preditivo alcançou uma Área Sob a Curva (AUC) de 0.7567, indicando poder discriminatório aceitável. Em termos de Saúde Única, uma alta proporção de propriedades em todas as tipologias reportou o consumo de leite cru e derivados. Conclui-se que o risco de Brucelose Bovina é fortemente modulado pela região geográfica e pelo grau de tecnificação e manejo (tamanho do rebanho e tipologia), exigindo ações do PNCEBT mais direcionadas e estratificadas por risco, com foco prioritário nas áreas de maior prevalência e nas tipologias de média tecnificação e maiores rebanhos.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2352263 - VITOR SALVADOR PICAO GONCALVES
Externo à Instituição - FERNANDO FERREIRA - USP
Externo à Instituição - MAURO RIEGERT BORBA - UFRGS
Notícia cadastrada em: 17/11/2025 13:38
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