Banca de DEFESA: LIDIANE RIBEIRO COSTA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LIDIANE RIBEIRO COSTA
DATA : 26/01/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Núcleo de Medicina Tropical
TÍTULO:

Sífilis Gestacional e Congênita no Distrito Federal: A realidade da Região Oeste de Saúde no ano de 2024


PALAVRAS-CHAVES:

Sífilis Gestacional, Sífilis Congênita, Binômio mãe-bebê, Distrito Federal, Saúde Pública.


PÁGINAS: 110
RESUMO:

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível de natureza sistêmica e evolução crônica, causada pela bactéria Treponema pallidum, cuja eliminação da transmissão vertical é prioridade das políticas de saúde pública global. No Brasil, segue como importante causa evitável de morbimortalidade perinatal, e a sífilis congênita permanece como grave problema de saúde pública, mesmo diante de protocolos bem definidos e de tratamento efetivo. Nesse contexto, regiões marcadas por alta vulnerabilidade social, demandam evidências regionais que subsidiem ações de vigilância e cuidado integral. Este estudo teve como objetivo caracterizar o perfil sociodemográfico e clínico de gestantes diagnosticadas com sífilis e do binômio mãe-bebê notificados como sífilis congênita na Região Oeste de Saúde do DF em 2024. Foi realizado estudo descritivo, transversal, com dados secundários fornecidos pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Região Oeste de Saúde do DF. Foram analisadas 229 gestantes diagnosticadas com sífilis durante o pré-natal e seus parceiros, além de 59 recém-nascidos notificados para sífilis congênita e suas mães, acompanhados em ambulatórios de doenças congênitas da mesma região. As gestantes apresentaram média de idade de 25 anos, predominando adultas jovens, pardas (63,8%) e residentes principalmente na Ceilândia (60,7%), com elevada incompletude do campo escolaridade (62% “ignorado”). A forma clínica latente foi predominante (98,7%) e a maioria recebeu penicilina benzatina 7.200.000 UI, porém apenas 31% dos parceiros foram tratados. Sobre o binômio mãe-bebê, as mães tiveram média de idade de 26 anos, sendo a maioria pardas (71,2%) e com baixa escolaridade, embora 78% constasse como “ignorado”. O pré natal foi realizado em 86,4% das gestantes, porém o tratamento foi considerado adequado em apenas 27,1%. Entre os recém-nascidos, 11 tiveram investigação considerada completa, embora 40 tenham recebido penicilina cristalina conforme diretrizes vigentes. Observou se um perfil de mães adultas jovens, majoritariamente pardas, com baixa escolaridade e residentes em território vulnerável, que em sua maioria realizaram pré-natal, porém com falhas relevantes no diagnóstico oportuno, na adequação terapêutica e no tratamento de parceiros. Os recém-nascidos, em geral, receberam esquemas corretos, mas a investigação incompleta e a baixa qualidade dos registros indicam fragilidades na vigilância. Os achados reforçam a necessidade de fortalecer a abordagem integrada preconizada pelo Plano Distrital de Eliminação da Transmissão Vertical, com ênfase em testagem universal, tratamento imediato e completo, convocação e cuidado do parceiro, investigação completa do recém-nascido, qualificação do preenchimento das fichas e monitoramento territorializado para aproximar a Região Oeste da meta de eliminação da sífilis congênita.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1865506 - MICHELINE MARIE MILWARD DE AZEVEDO MEINERS
Interna - 3041905 - INGRID FERREIRA METZGER
Externo ao Programa - 1557177 - SEBASTIAO AFONSO VIANA MACEDO NEVES - UnBExterna à Instituição - DANIELA MENDES DOS SANTOS MAGALHAES - SES-DF
Notícia cadastrada em: 07/02/2026 09:38
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