Banca de DEFESA: MAIBE MAROCCOLO LIMA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MAIBE MAROCCOLO LIMA
DATA : 20/02/2026
HORA: 14:30
LOCAL: Videoconferência
TÍTULO:

CARTOGRAFIA SENSÍVEL DAS CORES NATURAIS BRASILEIRAS


PALAVRAS-CHAVES:

design e educação; cartografia sensível; território; saberes tradicionais; tinturaria vegetal.


PÁGINAS: 79
RESUMO:

Esta dissertação propõe e valida a Cartografia Sensível das Cores Naturais Brasileiras, uma ferramenta pedagógica destinada a investigar, registrar e compartilhar o aprendizado das cores produzidas por plantas tintoriais com a comunidade criativa de forma ampliada — incluindo educadores, estudantes, artistas, designers e todas as pessoas interessadas em aprender a partir da relação entre cor, planta e território — por meio de uma abordagem situada, relacional e perceptiva. Partindo da compreensão de que a cor natural não é dado isolado, mas acontecimento que emerge da relação entre matéria viva, território, práticas e percepções, a pesquisa integra princípios da cartografia sensível (Rolnik, Kastrup, Passos & Escóssia), da fenomenologia da cor (Goethe, Abram, Albers) e de pedagogias dialógicas e experienciadas (Freire, Dewey, Read). O processo para o desenvolvimento da ferramenta incluiu investigações realizadas em quatro territórios — Mambaí (GO), Belém do Pará (PA), Aldeia Kaupüna no Alto Xingu (MT) e Parque da Água Branca (SP) — que atuaram como campos de observação, experimentação e interpretação. A partir dessas vivências, consolidaram-se os quatro pilares da ferrameta: escuta sensível do território, experimentação tintorial e sensorial, sistematização visual-narrativa e aplicação pedagógica. Esses pilares orientaram a criação de instrumentos próprios, como fichas cromáticas, círculos cromáticos simbólicos e mapas sensoriais e narrativos, que estruturam a análise das cores segundo quatro critérios: material, sensorial, territorial e simbólico. O desenvolvimento da ferramenta resultou na elaboração do Manual Pedagógico da Cartografia Sensível das Cores Naturais Brasileiras, aplicado e validado em um curso de formação com educadoras. A análise das produções e relatos evidenciou que a ferramenta promove autonomia investigativa, ampliação perceptiva, pertencimento territorial e fortalecimento de práticas educativas baseadas na atenção, no cuidado e na experiência. A cor natural revelou-se, assim, linguagem que articula dimensões ecológicas, culturais e sensíveis, configurando-se como meio potente para formação estética e ecológica. Os resultados demonstram que a cartografia sensível é uma ferramenta robusta, replicável e adaptável, capaz de integrar rigor analítico e sensibilidade perceptiva, acolhendo epistemologias territoriais e saberes tradicionais. Ao tratar a cor vegetal como expressão relacional e processual, a cartografia das cores contribui para debates contemporâneos em design, educação e sustentabilidade, oferecendo ferramenta situada e ética para compreender e praticar a cor. A pesquisa aponta caminhos futuros para ampliação do acervo cromático, aprofundamento científico e expansão pedagógica, reafirmando a cor natural como possibilidade formativa e como saber vivo da biodiversidade brasileira.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1317371 - BRENO TENORIO RAMALHO DE ABREU
Interna - 3362568 - FLAVIA MARIETA MAGALHAES RIGONI
Externa à Instituição - JOANA MARTINS CONTINO - ESPM
Interna - 3220985 - MARISA COBBE MAASS
Notícia cadastrada em: 22/01/2026 23:14
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