O DESIGN COMO FORÇA POLÍTICA E CULTURAL: Tecnopolítica, resistência estética e produção visual no ativismo digital brasileiro (2018–2023)
design ativista; tecnopolítica; autoetnografia visual; cultura digital; estética da resistência
Esta dissertação analisa o design como instrumento de resistência política, engajamento social e transformação simbólica, a partir da produção visual de autoria do próprio pesquisador, desenvolvida entre os anos de 2018 e 2023 no contexto das redes sociais digitais. Ancorado metodologicamente na autoetnografia crítica e na análise de discurso visual, o estudo investiga como o design ativista opera como linguagem tecnopolítica, ressignificando símbolos nacionais, denunciando violências estruturais e produzindo redes de cuidado e memória. A pesquisa articula referências históricas (Tropicália, Maio de 1968, Culture Jamming) e autores das ciências sociais e da comunicação (Hall, Castells, Tufekci, Didi-Huberman, Beiguelman), buscando compreender a estética da resistência como forma de ação situada. A análise de vinte postagens autorais, organizadas em eixos temáticos, evidencia o design como prática ética, visual e política, capaz de intervir criticamente no imaginário coletivo. A dissertação afirma, por fim, a relevância do design como linguagem crítica e a potência da imagem como ato insurgente no Brasil contemporâneo.