REAÇÃO DOS AUDITORES INDEPENDENTES À FRAUDE CORPORATIVA
auditores; fraude
A literatura identifica dois tipos principais de fraudes em organizações corporativas: a apropriação indevida de ativos, que ocorre com maior frequência, mas geralmente resulta em perdas financeiras menos expressivas; e as fraudes em demonstrações financeiras, que ocorrem com menor frequência, porém costumam gerar danos financeiros mais significativos (Ratzinger-Sakel & Tiedemann, 2022; Mandal & S, 2023). Historicamente, a literatura sobre fraudes começou com uma ênfase maior na apropriação indevida de ativos, mas evoluiu gradualmente para um foco nas fraudes em demonstrações financeiras, especialmente após os grandes escândalos Enron e WorldCom dos anos 2000 (Ratzinger-Sakel & Tiedemann, 2022). De forma geral, a fraude corporativa representa um problema sistêmico, com impactos de longo alcance sobre a integridade dos negócios, a confiança dos investidores e a estabilidade dos mercados. Trata-se de atos de caráter intencional de engano, manipulação ou ocultação, praticados por gestores, empregados ou terceiros, que visam obter vantagem indevida por meio da distorção de registros contábeis, da omissão de informações relevantes ou da apropriação de recursos da empresa (Amiram et al., 2018; Trompeter et al., 2013).