Linguagem Oral de Crianças com Trissomia do Cromossomo 21: Fonoaudiologia na Equoterapia.
Trissomia do Cromossomo 21; linguagem; comunicação; Fonoaudiologia; equoterapia; intervenção equoterapêutica.
INTRODUÇÃO: A Trissomia do Cromossomo 21 (T21) está associada a características específicas do desenvolvimento linguístico e comunicativo, com possíveis repercussões na compreensão, expressão e no uso funcional da linguagem. Nesse contexto, a integração da Fonoaudiologia à equoterapia pode constituir uma estratégia terapêutica promissora para favorecer o desenvolvimento das habilidades comunicativas. OBJETIVO: Compreender as habilidades linguísticas e o desempenho comunicativo de crianças com T21 e avaliar os efeitos iniciais de uma intervenção equoterapêutica estruturada e integrada à Fonoaudiologia, utilizando medidas padronizadas (ADL-2 e PROC). MÉTODO: Trata-se de uma pesquisa composta por dois experimentos. O Experimento I, de caráter quantitativo e transversal, teve como objetivo caracterizar o perfil linguístico-comunicativo das crianças por meio dos instrumentos padronizados ADL-2 e PROC. O Experimento II, de caráter longitudinal, descritivo e exploratório, com medidas repetidas, foi conduzido para monitorar o desempenho comunicativo das crianças ao longo das sessões iniciais de equoterapia. A intervenção foi focalizada no Módulo 1 do programa Passo a Passo na Comunicação, aplicado em quatro sessões de equoterapia, com registro padronizado do desempenho pelos mediadores. A amostra foi composta por crianças com T21 recrutadas no projeto T21 Caminhos/ANDE-Brasil, respeitando-se os critérios éticos e clínicos estabelecidos para a pesquisa. As análises estatísticas foram realizadas no software Jamovi e incluíram estatística descritiva, correlações entre os domínios avaliados e comparação de medidas repetidas ao longo do módulo inicial da intervenção. RESULTADOS: Os resultados evidenciaram assimetria entre as habilidades de compreensão e expressão da linguagem, com repercussões no uso funcional da comunicação. Nas primeiras sessões de equoterapia, foram observados sinais de adaptação ao contexto terapêutico e de engajamento comunicativo, indicando mudanças no desempenho comunicativo ao longo da intervenção inicial. CONCLUSÃO: Os achados apoiam a relevância da integração de metas linguísticas e comunicativas ao contexto equestre, destacando o potencial da atuação fonoaudiológica estruturada na equoterapia para o acompanhamento e a estimulação das habilidades comunicativas de crianças com T21.