AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE AGUDA DO ACARICIDA ÓXIDO DE FEMBUTATINA EM EMBRIÕES DE PEIXE-ZEBRA (Danio rerio)
Toxicidade; Pesticida; Organoestânico; Acaricida; Danio rerio; Glutationa S-transferase.
O óxido de fembutatina é um pesticida organoestânico amplamente utilizado para o controle de ácaros em culturas agrícolas. Suas propriedades físico-químicas favorecem a persistência ambiental e o potencial de bioacumulação, aumentando o risco de contaminação de ecossistemas aquáticos e de exposição de organismos não-alvo. Portanto, elucidar seus potenciais riscos para organismos não-alvo é essencial. Este estudo investigou a toxicidade do desenvolvimento do óxido de fembutatina (0,4–1,6 mg/L) em embriões de zebrafish (Danio rerio) aos 24, 48, 72 e 96 horas pós-fertilização (hpf). A exposição induziu efeitos letais e subletais, comprometendo o desenvolvimento embrionário e aumentando a atividade da glutationa S-transferase (GST), sugerindo a ativação de mecanismos celulares de detoxificação. Alterações significativas na eclosão, na sobrevivência e em desfechos morfológicos demonstraram toxicidade no desenvolvimento causada pelo composto. Embora a concentração de óxido de fembutatina no meio de exposição tenha diminuído progressivamente ao longo do tempo, os efeitos adversos persistiram durante todo o desenvolvimento embrionário. Esses achados indicam que a redução da fração dissolvida do composto não corresponde necessariamente à ausência de efeitos tóxicos durante janelas críticas do desenvolvimento. De modo geral, esses resultados evidenciam o risco ecológico representado pelo óxido de fembutatina para organismos aquáticos não-alvo e contribuem para uma melhor compreensão de sua toxicidade do desenvolvimento.