Banca de QUALIFICAÇÃO: MARCELO DE OLIVEIRA MAIA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARCELO DE OLIVEIRA MAIA
DATA : 28/10/2026
HORA: 14:30
LOCAL: Plataforma teams
TÍTULO:

Fenótipos clínicos da sepse e do choque séptico nas primeiras horas de internação na unidade de terapia intensiva e sua associação com desfechos clínicos: estudo de coorte multicêntrico


PALAVRAS-CHAVES:

“Sepse; Choque séptico; Fenótipos clínicos; Unidades de terapia intensiva; Aprendizado de máquina; Medicina de precisão.”


PÁGINAS: 1000
RESUMO:

“INTRODUÇÃO: A sepse e o choque séptico constituem síndromes heterogêneas, nas quais pessoas submetidas ao mesmo tipo de insulto podem apresentar diferentes padrões de disfunção orgânica, evolução e resposta às intervenções. A identificação de subfenótipos clínicos pode contribuir para uma classificação mais precisa dos casos, uma melhor avaliação do prognóstico e o planejamento de estratégias terapêuticas individualizadas. Entretanto, a limitada reprodutibilidade dos fenótipos descritos em diferentes populações de pessoas com sepse permanece um dos principais obstáculos para sua incorporação à prática clínica. OBJETIVOS: O objetivo primário do estudo é identificar, a partir de características demográficas, clínicas e laboratoriais disponíveis nas primeiras horas de internação na UTI, subfenótipos clínicos precoces de pessoas adultas com sepse ou choque séptico e avaliar sua associação com a mortalidade hospitalar. Como objetivos secundários, pretende-se avaliar a consistência e a transportabilidade dos subfenótipos identificados entre diferentes hospitais e períodos do estudo, bem como investigar sua associação com mortalidade na UTI, tempo de permanência na UTI e no hospital, necessidade e duração da ventilação mecânica, uso de vasopressores e necessidade de terapia renal substitutiva. MÉTODOS: Será realizado estudo de coorte retrospectivo multicêntrico, com utilização de dados secundários de pacientes adultos internados no período de 01 de janeiro de 2020 a 31 de dezembro de 2025 em 23 unidades de terapia intensiva de 16 hospitais em 5 estados brasileiros e o Distrito Federal pertencentes à Rede KORA Saúde, com dados obtidos do banco clínico-assistencial do sistema Epimed Monitor da rede, estando seu uso já pactuado e autorizada pela coordenação nacional das redes de hospitais. Serão incluídos os episódios nos quais houver diagnóstico de sepse ou choque séptico no primeiro dia de internação na UTI. A unidade de análise será o episódio de internação hospitalar. As transferências entre unidades ocorridas durante a mesma internação serão agrupadas em um único episódio, preservando-se as informações da admissão inicial e do desfecho hospitalar final. Para a identificação dos subfenótipos, serão consideradas exclusivamente características demográficas, clínicas e laboratoriais disponíveis na admissão ou nas primeiras horas de internação, incluindo idade, sexo, fragilidade, comorbidades, origem e tipo de admissão, sinais vitais, exames laboratoriais e indicadores iniciais de disfunção orgânica. Variáveis posteriores à admissão, como mortalidade, tempo de permanência, destino da alta, duração dos suportes e complicações, não serão utilizadas na formação dos grupos. Os subfenótipos serão identificados por modelos de classes ou perfis latentes adequados à natureza das variáveis e avaliados por método alternativo de agrupamento. A definição do número de classes considerará critérios de ajuste estatístico, estabilidade por reamostragem, separação entre os grupos, tamanho das classes e coerência clínica. A consistência dos subfenótipos será examinada por validação interna-externa, deixando-se sucessivamente cada hospital fora da etapa de identificação, e por validação temporal em diferentes períodos. A mortalidade hospitalar será o desfecho principal. Os desfechos secundários incluirão mortalidade na UTI, tempo de permanência na UTI e no hospital, necessidade e duração da ventilação mecânica, uso de vasopressores e necessidade de terapia renal substitutiva. As associações entre os subfenótipos e os desfechos serão avaliadas por modelos de regressão multinível, considerando a estrutura hierárquica das UTIs e dos hospitais. O desempenho prognóstico dos subfenótipos será comparado ao SAPS 3 por medidas de discriminação e calibração. Os dados ausentes serão tratados por imputação múltipla incorporada aos processos de reamostragem, acompanhada de análises de sensibilidade. RESULTADOS ESPERADOS: Espera-se identificar subfenótipos clinicamente distinguíveis, caracterizados por diferentes combinações de fragilidade, comorbidades e disfunções orgânicas, e determinar quais apresentam estabilidade entre hospitais e períodos. Pretende- se ainda desenvolver um classificador parcimonioso, baseado em variáveis rotineiramente disponíveis, que permita a atribuição dos subfenótipos à beira do leito. Conclusão: O estudo poderá contribuir para a compreensão da heterogeneidade da sepse em uma ampla população multicêntrica brasileira e estabelecer as bases para futuras estratégias de estratificação prognóstica, definição de subgrupos em ensaios clínicos e desenvolvimento da medicina de precisão em terapia intensiva.”


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 2329402 - ANGELICA AMORIM AMATO
Externo à Instituição - BRUNO DO VALLE PINHEIRO - UFJF
Externo à Instituição - Dilson Palhares Ferreira - ESCS
Presidente - ***.645.631-** - FABIO FERREIRA AMORIM - ESCS
Notícia cadastrada em: 24/09/2026 11:30
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