Diferenças Sexuais no Ciúme: Introduzindo Cenários de Controle e Reproduzindo Criticamente uma Metanálise de Larga Escala
Psicologia Evolucionista; Ciúme; Diferenças Sexuais; Metanálise; Reprodução.
Esta dissertação explorou a hipótese do Mecanismos Evoluído no Ciúme (MEC) por meio de duas abordagens metodológicas distintas, abordando debates e limitações de longa data. O Capítulo 1 apresenta um estudo empírico (N = 691) delineado para desambiguar as predições sexuais e emocionais do MEC. Operando sob a premissa da coativação raiva-ciúme, cenários de controle não românticos baseados na Teoria Recalibracional da Raiva (RTA) foram introduzidos para estabelecer uma linha de base de incômodo especificamente ligada a uma Razão de Compensação de Bem-Estar (RCB) mais baixa do parceiro. Modelos Mistos de Ligação Cumulativa Generalizados Bayesianos foram aplicados para controlar diferenças individuais, fontes de heteroscedasticidade nos erros e nos parâmetros, além de reduzir distorções decorrentes de efeitos teto. A análise revelou uma reatividade feminina inesperadamente desproporcional aos cenários controle, o que comprimiu matematicamente sua reatividade relativa à infidelidade. Essa ausência de uma linha de base neutra, em combinação com severos efeitos teto e excessiva incerteza do modelo, levou a resultados inconclusivos. Em sequência, o Capítulo 2 apresenta uma reprodução crítica da meta-análise de Kato (2017), a maior meta-análise realizada até o momento sobre Diferenças Sexuais no Ciúme, a qual havia concluído que a hipótese do MEC não era corroborada pelos dados. Ao corrigir erros metodológicos no delineamento original da meta-análise, esta reanálise revelou um suporte robusto e estatisticamente significativo para a hipótese do MEC, tanto nas medidas de escolha forçada quanto nas escalas do tipo Likert. Em conjunto, estes estudos fornecem contribuições substanciais para os debates teóricos e metodológicos referentes à Teoria das Diferenças Sexuais Evoluídas no Ciúme.