Determinação de plano crítico em fadiga multiaxial com estimativa de amplitude de tensão cisalhante em componentes mecânicos através de diferentes critérios de falha
Fadiga multiaxial. Plano crítico. Índice de erro. Custo computacional.
A fadiga multiaxial é a principal causa de falhas em componentes mecânicos sob ação
de carregamentos cíclicos, mesmo abaixo do limite de escoamento. A complexidade
dos estados multiaxiais de tensão exige modelos de fadiga mais avançados que os
modelos uniaxiais. Este trabalho analisa modelos multiaxiais baseados no plano
crítico, considerando tensões médias e diferentes condições de carregamento. O estudo
visa avaliar a precisão de previsão de falha de componentes mecânicos metálicos e
ligas metálicas e, compreender os mecanismos físicos de dano para melhorar a
segurança e a confiabilidade no projeto de engenharia. Considerando os modelos de
fadiga como Método do Máximo Retângulo Circunscrito (MMRC), o Método do
Momento de Inércia (MOI), Método da Máxima Variância (MVM) e o Método de
Socie, relacionados aos critérios de falha de Susmel e Lazzarin correlacionado ao
Método da Curva de Wohler Modificado (MCWM) e o critério de Findley, é possível
determinar a estimativa do plano de falha do material e índice de erro de previsão deste
de acordo com as características de cada modelo e ainda, estabelecer uma comparação
dos resultados obtidos em cada estratégia analítica. Juntamente com os resultados
obtidos, tem-se a possibilidade de avaliar o custo computacional do cálculo destes
parâmetros e assim, correlacionar todas possibilidades de determinar a falha por fadiga
do material. Pelo critério de Susmel e Lazzarin, em carregamentos síncronos e em fase
sob tensão média igual a 0 𝜎𝑚 = 0, os componentes mecânicos estudados tem um
índice de erro de aproximadamente ± 15% como esperado de acordo com as
propriedades mecânicas e de carregamentos dos materiais. Já em condições de
carregamento assíncronos e fora de fase, os índices de erro no critério de Susmel e
Lazzarin podem chegar a ± 20% nos modelos de fadiga de MOI e MVM. No critério
de falha de Findley, carregamentos sob tensão média diferente de zero 𝜎𝑚 ≠ 0, além
de representarem a maioria dos ensaios abordados neste trabalho, apresentam índices
de erro que podem se aproximar de 40% de acordo com as limitações físicas dos
modelos de fadiga testados como o Modelo de Socie. Independente do modelo e do
critério de falha, ainda grande parte dos componentes ensaiados apresentam seu plano
crítico a 90º, ou seja, por mais que a trajetória das tensões possa ser excêntrica, em
carregamentos multiaxiais mais conservadores, o dano está presente na ortogonalidade
da ação das tensões. E com a implantação de linguagem computacional adequada, temse a determinação do custo computacional na estimativa do plano crítico, o que também
é função da natureza do modelo de fadiga utilizado nesta determinação. Em que se
destaca a capacidade de estimativa do plano crítico: o modelo de fadiga do Método da
Máxima Variância que alcança resultados em unanimidade, mais rápidos que os
modelos de MOI e MMRC. Assim, conclui-se que, mesmo com as características
individuais de cada modelo e critério de falha por fadiga, todos eles são estratégias
eficazes e precisas na previsão de falha de um componente mecânico.