Desenvolvimento e avaliação toxicológica computacional de análogos do tamoxifeno não permeáveis pela barreira hematoencefálica
Tamoxifeno, Barreira Hematoencefálica, Avaliação in silico, Docking Molecular
O desenvolvimento de analógicos do Tamoxifeno desenvolvido computacionalmente surge como uma estratégia inovadora para melhorar a administração de medicamentos, evitando efeitos adversos relacionados à permeabilidade da barreira hematoencefálica (BHE). Neste trabalho, foram aplicadas técnicas de modelagem molecular para criar e avaliar novos análogos do Tamoxifeno, minimizando a passagem inadvertida pela BHE. A metodologia combina ferramentas como AlvaRunner, SwissADME, pkCSM e ADMETLab para prever propriedades farmacocinéticas e toxicológicas, incluindo o perfil ADMET (Absorção, Distribuição, Metabolismo, Excreção e Toxicidade). A avaliação in silico dos compostos também contempla a análise de docking molecular, com foco nas interações com proteínas críticas, como o receptor de estrogênio, a calmodulina e canais de cálcio voltagem-dependente, explorando seu papel na modulação do Tamoxifeno. Resultados promissores foram obtidos com análogos que apresentam maior potencial de seletividade e menores riscos de toxicidade, evidenciando a visão do uso dessas abordagens computacionais. Conclui-se que o desenvolvimento racional de analógicos pode reduzir os riscos de permeabilidade do BHE e contribuir para melhorar a segurança e eficácia do Tamoxifeno. Este estudo destaca a importância da aplicação de ferramentas in silico na pesquisa farmacêutica moderna, promovendo uma abordagem mais eficiente e ética ao limitar a dependência de testes in vivo".