Banca de DEFESA: RAFAELLA CRISTHINA REGO MARQUES

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RAFAELLA CRISTHINA REGO MARQUES
DATA : 25/02/2026
HORA: 13:00
LOCAL: https://teams.live.com/meet/9360512017064?p=0nTLLSSI0SI6ntqiV0
TÍTULO:

Fatores de risco para cárie radicular e atividade de cárie associados a alterações salivares de adultos com diabetes mellitus tipo 2


PALAVRAS-CHAVES:

Saliva, Hiperglicemia, Cárie dentária, Cárie radicular, Atividade de cárie, Fosfato, Cálcio, Ureia, Fluxo saliva


PÁGINAS: 100
RESUMO:

“Introdução: Pessoas vivendo com Diabetes Mellitus (DM) apresentam risco aumentado de doença cárie e a plausibilidade biológica tem sido creditada a parâmetros salivares alterados, como pH salivar, fluxo salivar e capacidade tampão. No entanto, a ocorrência de cárie no DM tipo 2 (DT2) não é totalmente compreendida até o momento, principalmente na população idosa. Objetivo: Avaliar fatores de risco entre parâmetros salivares, séricos e dietéticos para atividade de cárie e cárie radicular em adultos com DT2. Materiais e métodos: Um estudo observacional foi realizado e dividido em duas análises: transversal e longitudinal. A coleta de dados envolveu adultos dentados com 35 anos ou mais, examinados em 2023 e reanalisados 12 meses depois. O cálculo do tamanho da amostra foi baseado em uma proporção de 2:1 de indivíduos com DM para aqueles sem, resultando em um total de 170 participantes. Dados sociodemográficos e parâmetros clínicos foram coletados, incluindo anos vivendo com DT2, histórico de tabagismo, pH salivar, fluxo salivar, capacidade tampão, cálcio salivar, glicose salivar, fósforo salivar e ureia salivar, entre outras variáveis. A análise transversal avaliou parâmetros salivares e desfechos de cárie coronária e radicular por regressão de Poisson. A coorte analisou a progressão de cárie coronária cavitada ativa e de cárie radicular, considerando diferentes indicadores de diabetes e controle glicêmico. Resultados: Na análise transversal, parâmetros salivares mostraram associações distintas com cárie coronária e radicular. O fosfato salivar foi significativamente associado à presença de lesões de cárie ativas (RR = 1,16; IC 95%: 1,08–1,24; p < 0,001). Para a cárie radicular, observou-se que pH salivar mais elevado esteve associado a menor ocorrência total de lesões (RR = 0,49; IC 95%: 0,30–0,80; p = 0,04). Após ajuste para idade, tabagismo, controle glicêmico e número de dentes naturais, o cálcio salivar associou-se a maior número de lesões de cárie radicular (RR = 1,07; IC 95%: 1,02–1,11; p = 0,006). Considerando apenas lesões ativas de cárie radicular, pH salivar mais elevado (RR = 0,43; IC 95%: 0,22–0,85; p = 0,01) e níveis mais altos de ureia salivar (RR = 0,94; IC 95%: 0,88–0,99; p = 0,04) mostraram efeito protetor. Na análise longitudinal, a progressão de cárie coronária cavitada ativa não se associou ao status de diabetes nem aos indicadores glicêmicos. Em contrapartida, pH salivar mais baixo foi consistentemente associado a maior risco de progressão da cárie coronária em todos os modelos ajustados (IRR entre 2,12 e 2,34; p < 0,05). Já a progressão da cárie radicular apresentou forte associação com diabetes e hiperglicemia, sendo maior entre indivíduos com diabetes autorreferido (IRR = 3,23; IC 95%: 1,13–9,24) e com glicemia de jejum ≥126 mg/dL (IRR = 2,68; IC 95%: 1,05– 6,81). O fosfato salivar associou-se positivamente à progressão da cárie radicular, enquanto a ureia salivar manteve efeito protetor. Conclusão: Diabetes mellitus tipo 2 não é um fator de risco universal para a doença cárie. A cárie coronária mostrou-se predominantemente influenciada por condições locais do meio bucal, especialmente o pH salivar, independentemente do status glicêmico. Em contraste, a cárie radicular esteve mais fortemente associada a alterações metabólicas sistêmicas relacionadas ao diabetes e à hiperglicemia. Esses achados reforçam a necessidade de uma avaliação específica das lesões, aliada à caracterização metabólica, para a adequada estimativa do risco de cárie em adultos com diabetes, destacando a importância de abordagens longitudinais para melhor compreensão desses mecanismos.”


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - JULIANA JOBIM JARDIM - UFRGS
Interna - 1889805 - CRISTINE MIRON STEFANI
Externa à Instituição - DÉBORA HELLER - A.EINSTEIN
Interna - 2867208 - ELIANA MITSUE TAKESHITA NAKAGAWA
Presidente - 1306536 - NAILE DAME TEIXEIRA
Notícia cadastrada em: 05/02/2026 13:43
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