Banca de DEFESA: Andréa Mônica Brandão Beber

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Andréa Mônica Brandão Beber
DATA : 23/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: https://teams.microsoft.com/l/meetupjoin/19%3ameeting_YTVlMzg5OTMtZWY3MS00OTA4LWEyNzUtOTEzMmUzZTljND
TÍTULO:

“Transmissão vertical do HIV e mortalidade em crianças infectadas pelo vírus, nascidas no Brasil, no período de 2010 a 2020”


PALAVRAS-CHAVES:

“Transmissão Vertical de Doenças Infecciosas; HIV; Mortalidade Infantil; Saúde Materno-Infantil; Políticas Públicas de Saúde; Sistemas de Informação em Saúde; Brasil; Revisão Narrativa; Estudo de coorte.”

 

PÁGINAS: 1000
RESUMO:

“Introdução: A implementação de políticas globais de prevenção da transmissão vertical do HIV (TVHIV) nas últimas décadas resultou em expressiva redução das infecções pediátricas no mundo. Apesar disso, persistem desafios relacionados à identificação oportuna e ao acompanhamento de crianças expostas, mesmo em países com alta cobertura de terapia antirretroviral (Tarv) durante a gestação. Esta tese analisou lacunas na identificação dos casos de TV-HIV, no monitoramento do binômio gestante-criança e nos fatores associados à mortalidade de crianças infectadas pelo HIV nascidas no Brasil entre 2010 e 2020. Métodos: O estudo foi estruturado em três etapas. A primeira consistiu em uma revisão narrativa de literatura que analisou a evolução das políticas públicas voltadas à eliminação da TV-HIV nas últimas quatro décadas. As etapas seguintes incluíram estudos de coorte retrospectiva e analítica do binômio gestante-criança vivendo com HIV, a partir do relacionamento determinístico e probabilístico das bases nacionais do Ministério da Saúde (Sinan, SIM, Siscel, Siclom e Sinan-Gestante). Essa integração reuniu dados epidemiológicos, laboratoriais e de tratamento e resgatou casos ignorados. As análises estatísticas foram realizadas mediante o software R (versão 4.3.3), com aplicação dos testes qui-quadrado e Mann-Whitney, regressões logísticas múltipla e de Cox, além de curvas de Kaplan-Meier e teste log-rank para estimar a sobrevida até dez anos após o nascimento. Resultados: A revisão de literatura evidenciou avanços na resposta brasileira à TV-HIV, impulsionados pela incorporação de inovações científicas ao Sistema Único de Saúde e pela implementação de programas estratégicos de atenção materno-infantil. Essas iniciativas contribuíram para a redução dos casos de aids pediátrica e permitiram que o país atingisse, em 2025, a meta internacional de eliminação da TV-HIV. O estudo de coorte incluiu 3.829 crianças vivendo com HIV. Do total, 2.144 (56,0%) estavam classificadas como casos de TV-HIV, 1.445 (37,7%) foram reclassificadas da categoria “ignorado” e 240 (6,3%) foram identificadas exclusivamente nas bases laboratoriais (Siclom/Siscel). Encontraram-se 2.105 pares gestante-criança (55,0%), dos quais 1.077 (51,2%) apresentaram registros maternos simultâneos na Base Nacional Consolidada do HIV e no Sinan-Gestante HIV. O diagnóstico materno ocorreu antes da gestação em 32% dos casos, durante a gestação em 24%, no parto em 15% e após o parto em 29% dos casos. Entre as crianças, 43% foram diagnosticadas até os seis meses; entretanto, entre aquelas cujas gestantes descobriram o HIV apenas após o parto, 45% tiveram diagnóstico após os 24 meses de vida. Na primeira coleta laboratorial, 65% apresentaram imunossupressão leve e 46% iniciaram a Tarv tardiamente. A taxa de letalidade foi de 6,0%, com mediana de idade de seis meses ao óbito (IIQ 4–17). O risco de morte foi maior entre crianças com imunossupressão moderada (aOR=2,44; IC95% 1,43–4,17) e grave (aOR=3,80; IC95% 2,23–6,48) e entre as nascidas na Região Norte (aOR=2,32; IC95% 1,09–4,95). Crianças com acesso à Tarv apresentaram uma redução de 50% no risco de óbito (aOR=0,50; IC95% 0,31–0,81); aquelas diagnosticadas após 24 meses, uma redução de 67% (aOR=0,33; IC95% 0,14–0,78); e as crianças com carga viral inicial inferior a 10.000 cópias/mL tiveram uma redução aproximada de 46% (aOR=0,54; IC95% 0,42–0,78). Conclusão: As iniciativas nacionais contribuíram para a redução dos casos de aids pediátrica e permitiram que o Brasil atingisse, em 2025, a meta internacional de eliminação da TVHIV. A integração das bases possibilitou caracterizar o binômio gestante-criança e resgatar casos ignorados, embora a fragmentação e a baixa completude dos registros tenham dificultado a identificação dos pares. Persistem desigualdades regionais e a necessidade de aprimorar os fluxos de informação, fortalecer o planejamento e consolidar o monitoramento dos indicadores materno-infantis para sustentar os avanços alcançados e as metas globais. O estudo evidencia a importância de sistemas de informação robustos e integrados e aponta caminhos para investigações futuras que ampliem o alcance e a precisão da vigilância do binômio à nível nacional.”


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - Ana Roberta Pati Pascom - MS
Presidente - ***.478.802-** - ADELE SCHWARTZ BENZAKEN - ENSP
Externa à Instituição - HELAINE MARIA BESTETI PIRES MAYER MILANEZ - UNICAMP
Externa à Instituição - PAMELA CRISTINA GASPAR - MS
Interno - 1961891 - WILDO NAVEGANTES DE ARAUJO
Notícia cadastrada em: 26/01/2026 16:02
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