TESTE DE CRISTALIZAÇÃO DA LÁGRIMA,ROSA BENGALA E PARÂMETROS CRANIOMORFOMÉTRICOS EM BULDOGUE FRANCÊS, PUG E SHIH TZU
Cães Braquicefálicos, Cristalização da Lágrima, Filme Lacrimal, , Medicina Veterinária Preventiva, Rosa Bengala
Investigaram-se a qualidade do filme lacrimal e a morfometria craniofacial de 75 cães braquicefálicos clinicamente saudáveis, sendo 25 Bulldogs Franceses, 25 Pugs e 25 Shih Tzus. Todos os animais foram submetidos a exame oftálmico completo, incluindo Teste Lacrimal de Schirmer-1 (STT-1), Tempo de Ruptura do Filme Lacrimal (Tear Break up time, TBUT), Teste de Cristalização da Lágrima (TCL) e coloração com Rosa Bengala (RB). As amostras lacrimais foram coletadas com auxilio de micro capilar, avaliadas pelas escalas de Masmali e Rolando, e posteriormente correlacionadas com análise quantitativa por estereologia utilizando o sistema Stepanizer®.Paralelamente, foram realizadas mensurações morfométricas craniofaciais incluindo comprimento do focinho, comprimento e largura do crânio, largura da fenda palpebral, circunferência torácica, índice cefálico (CI), razão craniofacial (CFR), peso corporal e idade. Todos os cães foram classificados como braquicefálicos extremos (CFR < 0,2; CI > 0,81). Embora não tenham sido observadas diferenças significativas entre raças nas classificações do TCL, a escala de Masmali identificou maior proporção de padrões lacrimais considerados alterados, enquanto a escala de Rolando apresentou correlação mais forte com a análise quantitativa. A coloração com Rosa Bengala demonstrou elevada frequência de alterações da superfície ocular, sendo mais intensa em Pugs quando comparados aos Shih Tzus. A análise morfométrica evidenciou padrões cranianos específicos entre raças, com Bulldogs Franceses apresentando maior peso corporal, maior largura craniana e maiores dimensões da fenda palpebral, enquanto Pugs exibiram os menores valores de CFR e focinhos mais curtos. Os resultados demonstram que a associação entre avaliação qualitativa do filme lacrimal e morfometria craniofacial fornece informações clinicamente relevantes, reforçando que raças braquicefálicas não devem ser consideradas homogêneas e requerem abordagem oftálmica individualizada e estratégias preventivas específicas.