Cinemática Tridimensional do Cavaleiro Durante a Montaria Clássica em Diferentes Amplitudes do Passo do Cavalo
Equoterapia; Cinemática; Paralisia Cerebral; Marcha Humana.
Introdução: A terapia assistida por equinos utiliza o movimento tridimensional do passo do cavalo para proporcionar estímulos sensório-motores ao cavaleiro, com benefícios descritos na literatura para a reabilitação de condições neurológicas, musculoesqueléticas e do desenvolvimento. Contudo, ainda existem lacunas na literatura quanto à cinemática do praticante durante a montaria em diferentes amplitudes do passo do cavalo (antepistar, sobrepistar e transpistar), em diferentes raças de cavalos e entre a montaria e a marcha no solo. Objetivos: Comparar a cinemática tridimensional da cabeça, do tronco e da pelve, bem como a velocidade do centro de massa (CoM), em adultos durante a montaria em diferentes amplitudes do passo e raças de cavalos, e entre a montaria e a marcha no solo (Estudo 1); e descrever a cinemática do tronco e da pelve em crianças com desenvolvimento típico (DT) e em uma criança com paralisia cerebral (PC), comparando as diferentes amplitudes do passo durante a montaria e cada condição de montaria com a marcha no solo (Estudo 2). Materiais e Métodos: No Estudo 1, participaram seis adultos, avaliados por meio do sistema OptiTrack (16 câmeras, 240 Hz), durante a marcha no solo e a montaria em seis cavalos, sendo três da raça Crioula e três da raça Quarto de Milha. Para comparar as diferentes amplitudes do passo (antepistar, sobrepistar e transpistar), as diferentes raças de cavalos e a marcha no solo, será utilizado o método Statistical Parametric Mapping (SPM). No Estudo 2, participaram três crianças com DT e uma criança com PC, avaliadas por meio do sistema Vicon (8 câmeras, 100 Hz), durante a marcha no solo e a montaria em um cavalo da raça Crioula. Foi realizada análise descritiva dos dados, com apresentação das médias e dos desvios-padrão das variáveis cinemáticas ao longo do ciclo da marcha. Resultados Preliminares: No Estudo 2, observou-se, nas crianças com DT e na criança com PC, uma tendência de aumento da amplitude de movimento do tronco e da pelve entre as condições de montaria, à medida que aumentava a amplitude do passo, com maiores amplitudes de movimento observadas durante o transpistar. Além disso, os padrões de movimento do tronco e da pelve nas diferentes condições de montaria apresentaram similaridades com aqueles observados durante a marcha no solo.