Banca de DEFESA: ROSA VIRGINIA DIAZ GUERRERO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ROSA VIRGINIA DIAZ GUERRERO
DATA : 16/12/2025
HORA: 09:00
LOCAL: FEF-UnB
TÍTULO:

VARIABILIDADE DA PRESSÃO ARTERIAL BATIMENTO A BATIMENTO: DA VALIDAÇÃO FARMACOLÓGICA AOS EFEITOS DA DOENÇA, SEXO, ENVELHECIMENTO E EXERCÍCIO

 


PALAVRAS-CHAVES:

Sistema nervoso autônomo, Receptor α₁-adrenérgico, Doença neurodegenerativa, Exercício isométrico, Diferenças entre sexos, Envelhecimento.

 

 


PÁGINAS: 166
RESUMO:

A variabilidade da pressão arterial (VPA) batimento a batimento reflete as oscilações dinâmicas e contínuas da pressão arterial (PA) frente a estímulos internos e externos, resultantes da interação entre mecanismos autonômicos e vasculares. Embora seu valor prognóstico para eventos cardiovasculares seja reconhecido, os determinantes fisiológicos da VPA e sua capacidade de identificar alterações no controle autonômico em diferentes contextos permanecem pouco compreendidos. O objetivo desta tese foi validar e aplicar a VPA batimento a batimento como ferramenta para investigação da regulação cardiovascular mediada pelo sistema nervoso autônomo, particularmente seu componente simpático, em seres humanos. No primeiro estudo, realizou-se uma validação farmacológica da VPA por meio do bloqueio seletivo dos receptores α₁- adrenérgicos com prazosina. Observou-se que o bloqueio desses receptores reduziu significativamente a VPA em repouso, sobretudo pela diminuição da variabilidade da resistência vascular periférica (RVP), indicando contribuição α₁-adrenérgica para o controle dessa variável. A partir dessa validação, os estudos subsequentes examinaram a aplicabilidade da VPA batimento a batimento em condições conhecidas por afetar o sistema nervoso, particularmente o sistema nervoso autônomo simpático e sua interação com os mecanismos de transdução vascular. No segundo estudo, verificou-se que pacientes com doença de Parkinson apresentam redução da VPA batimento a batimento, associada a menor variabilidade da RVP, consistente com a atenuação da atividade simpática previamente descrita nessa condição. No terceiro estudo, investigou-se o impacto do sexo biológico e do exercício isométrico de preensão manual, observando-se que o exercício não alterou globalmente a VPA, mas revelou diferenças entre os sexos na variabilidade da PA e do DC durante a recuperação. Por fim, o quarto estudo avaliou os efeitos da idade e do sexo em uma coorte de 1.121 indivíduos saudáveis, demonstrando redução progressiva da variabilidade e da complexidade da PA, DC e RVP com o envelhecimento, de forma distinta entre os sexos. Em conclusão, os resultados indicam que a VPA batimento a batimento é influenciada
por mecanismos α₁-adrenérgicos, apresenta redução em condições clínicas associadas à disfunção simpática, distingue diferenças fisiológicas relacionadas ao sexo e diminui com o envelhecimento. Esses achados fornecem uma base experimental e fisiológica abrangente para a utilização da VPA batimento a batimento em condições de repouso e em situações associadas ao exercício, reforçando seu potencial como variável sensível à regulação cardiovascular mediada pelo sistema nervoso autônomo, particularmente seu componente simpático.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - CLAUDIA LUCIA DE MORAES FORJAZ - USP
Externo à Instituição - DANIEL GODOY MARTINEZ - USP
Interno - 2353151 - GUILHERME ECKHARDT MOLINA
Presidente - 2101604 - LAURO CASQUEIRO VIANNA
Interno - 2174703 - MARTIM FRANCISCO BOTTARO MARQUES
Notícia cadastrada em: 01/12/2025 10:44
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