EFEITO DO EXERCÍCIO RESISTIDO E DA SUPLEMENTAÇÃO DE MAGNÉSIO DIMALATO NA REABILITAÇÃO DE COVID LONGA
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Introdução: A COVID Longa é categorizada por sintomas que perduram por mais de 12 semanas nos pacientes após a fase aguda da COVID-19. Trata-se de uma doença multissistêmica que pode causar: danos a múltiplos órgãos, afetar o sistema neurológico e cognitivo, impactar o sistema reprodutivo, respiratório, além de síndrome da fadiga crônica e disautonomia. O treinamento resistido (TR) tem papel essencial no fortalecimento e no aumento da massa muscular, o que pode melhorar consideravelmente a capacidade funcional da população. Estratégias de suplementação alimentar também podem ser úteis no que se refere à reabilitação de COVID Longa e podem funcionar como adjuvante ao TR. Dentre os suplementos com potencial benefício, destaca-se o magnésio dimalato. Ele poderia potenciar efeitos benéficos do treinamento, bem como sobre eventual sintomatologia persistente típica da COVID-19, tais como fadiga e cansaço. Objetivo: Analisar o efeito do TR combinado com a suplementação de magnésio dimalato sobre parâmetros morfofuncionais e bioquímicos de indivíduos acometidos por COVID Longa. Metodologia: Ensaio clínico quasi-experimental programado para acontecer em 12 semanas composto por dois grupos. Um grupo de TR sem suplementação (GTR) e um grupo de TR combinado com a suplementação de magnésio dimalato (SUP). A amostra foi composta por indivíduos maiores de 18 anos, inativos fisicamente por 3 meses, que haviam sido diagnosticados com COVID-19 há pelo menos 3 meses e no máximo 24 meses e que apresentaram pelo menos 1 sintoma persistente de COVID-19. As variáveis antropométricas, funcionais e bioquímicas foram avaliadas em 3 momentos, junto à força de preensão manual, espessura do bíceps, pressão arterial, capacidade funcional e a intensidade e prevalência de sintomas, avaliadas através do questionário DSQ-COVID. Resultados e discussão: Oito pacientes completaram 6 semanas e cinco completaram 12 semanas de treinamento. Na análise de 6 semanas, apenas o grupo SUP apresentou redução significativa do escore de sintomas (1996,9±425,2 UA vs 1309,4±416,4 UA, p < 0,05). A força de preensão manual aumentou discretamente em ambos os grupos (+3,6% em GTR e +9,4% em SUP, p>0,05). Houve leve redução no tempo do teste de sentar-se e levantar (-3,7% em GTR e -3,4% em SUP, p>0,05). O tempo do teste “levantar-se e caminhar” melhorou levemente apenas no grupo GTR (-9,4%, p>0,05), e a espessura do bíceps aumentou apenas no grupo SUP (+13,6%, p>0,05). Já na análise de 12 semanas, observou-se na variação percentual que, no momento 3, com exceção da FPM, todos os outros parâmetros apresentaram resultados melhores no grupo SUP em relação ao grupo GTR. Esse resultado confirma a tendência observada no momento 2, quando apenas o grupo que suplementou com magnésio reduziu de forma significativa o escore de sintomas, bem como aumentou a espessura muscular. Considerações finais: é difícil afirmar que a suplementação de magnésio adiciona um efeito significativo ao TR durante a reabilitação da COVID Longa nas primeiras seis semanas, embora essa tendência tenha sido confirmada no momento 3. Estudos futuros devem analisar amostras maiores, protocolos de TR mais intensos e uma duração mais longa de TR e da suplementação de magnésio.