Banca de DEFESA: Natiéle de Moraes Meincke

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Natiéle de Moraes Meincke
DATA : 02/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Ambiente Virtual Teams
TÍTULO:

IMPACTO DA EQUOTERAPIA NO EQUILÍBRIO POSTURAL E DESEMPENHO FUNCIONAL EM CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL: UM ESTUDO DE COORTE


PALAVRAS-CHAVES:

Paralisia Cerebral; Equilíbrio Postural; Desempenho Funcional; Equoterapia 


PÁGINAS: 192
RESUMO:

A paralisia cerebral (PC) é uma condição neurológica crônica que compromete o controle postural e o desempenho motor, resultando em alterações no equilíbrio, na marcha e funcionalidade, impactando o desenvolvimento motor e a participação social. A equoterapia, método que utiliza o movimento tridimensional do cavalo como estímulo sensório-motor, tem sido proposta como intervenção terapêutica capaz de promover melhorias no equilíbrio postural e no desempenho funcional em diferentes populações pediátricas, incluindo crianças com PC. Objetivo: Avaliar os efeitos da equoterapia sobre o equilíbrio postural (estático e dinâmico) e o desempenho funcional em crianças com PC ao longo de 40 sessões de intervenção. Metodologia: Estudo de coorte com 18 crianças com PC (4–14 anos), submetidas a 40 sessões semanais de equoterapia. A tese foi dividida em dois estudos. No primeiro, avaliou-se o equilíbrio postural estático em posição sentada e em pé por meio das variáveis do centro de pressão (CoP), nas condições de olhos fechados (OF) em superfície estável (SE) e instável (SI, espuma), e de olhos abertos (OA) e OF em pé, em SE e SI, utilizando plataforma de força (AccuSway Plus, AMTI, United States). O desempenho funcional foi mensurado pelos testes modified timed up and go (mTUG) e 1-minute walk test (1MWT) nos momentos A1 a A6. A análise estatística foi conduzida por Estimativas de Equações Generalizadas (GEE). No segundo estudo, avaliou-se o controle postural dinâmico montado sobre o cavalo por meio das variáveis do CoP em quatro tarefas randomizadas — montado em linha reta e em zigue-zague, com OA e OF —, registradas por sistema de mensuração de pressão portátil (CONFORMat®, modelo 5330, Tekscan, Boston, USA), além dos desfechos funcionais Pediatric Reach Test (RPT) e Pediatric Balance Scale (PBS) após 20 e 40 sessões. Incluiu-se ainda a comparação entre crianças com PC e desenvolvimento típico (DT). As análises utilizaram GEE e Modelo Linear Generalizado (GLM), adotando-se p < 0,05. Resultados: Observaram-se melhorias significativas em todos os desfechos do primeiro estudo. Na condição OF/SE sentada, ocorreram reduções na amplitude anteroposterior (ACoPap) (p = 0,021) e na velocidade média (Vavg) (p = 0,002). Na OF/SI sentada, observaram-se reduções nas amplitudes mediolateral (ACoPml) (p = 0,012), ACoPap (p = 0,007), Vavg (p = 0,011) e área da elipse a 95% (Area95) (p = 0,027). Na OF/SI em pé, houve redução de ACoPml (p = 0,031). O desempenho funcional também melhorou significativamente, com menor tempo no mTUG e maior distância no 1MWT em A1 vs. A6 (p = 0,001). No segundo estudo, verificaram-se melhorias no equilíbrio dinâmico montado e nos desfechos funcionais após 20 e 40 sessões. O comprimento do CoP (CoPComp) durante a montaria em linha reta, tanto com OA quanto com OF, apresentou redução significativa em relação ao valor basal. Observou-se melhora significativa no PBS, com diferenças entre A1 x A2 (p = 0,001) e A1 x A3 (p < 0,001). Para o RPT, houve aumento significativo no alcance anterior em centímetros, com diferenças entre A1 x A2 (p = 0,014), A1 x A3 (p < 0,001) e A2 x A3 (p = 0,004). Também foram observadas melhorias significativas nas variáveis ACoPml e VAvg nos alcances laterais direito e esquerdo (p ≤ 0,003). Inicialmente, as crianças com PC exibiam maior oscilação postural que seus pares com DT, mas, ao final da intervenção, ambos os grupos apresentaram valores semelhantes de CoPComp e ACoPml. Conclusões: A equoterapia promoveu melhora significativa no equilíbrio estático e dinâmico e no desempenho funcional, com ganhos progressivos e sustentados ao longo de 40 sessões. Essa evolução ocorreu de forma gradativa, evidenciando que a prática continuada da equoterapia exerce impacto positivo sobre o controle postural e a funcionalidade de crianças com PC.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANA PAULA ESPINDULA - UFTM
Externa à Instituição - KARLA MENDONÇA MENEZES - UDESC
Presidente - 404540 - ANA CRISTINA DE DAVID
Externa à Instituição - Alessandra Vidal Prieto - UNICEUB
Externo ao Programa - 3423681 - GIORDANO MARCIO GATINHO BONUZZI - null
Notícia cadastrada em: 24/02/2026 10:22
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