Tecnodiversidade e subversão tecnopolítica: ativismo e agendas políticas de mulheres* e travestis negras na ciberdiáspora
Tecnodiversidade; CTDA; Movimentos de mulheres negras; Tecnopolítica
Esta tese se propõe a analisar as estratégias tecnopolíticas na construção das agendas políticas de mulheres* e travestis negras LBTTQIAP+ no Brasil e identificar as cosmotécnicas construídas por esse grupo nesse processo. Em termos de objetivos específicos, o primeiro busca compreender o papel que as plataformas digitais desempenham nos movimentos sociais organizados, tanto para impulsionar ou para minar agendas políticas. Como segundo objetivo específico, analisarei quais cosmotécnicas são construídas por pessoas negras influenciadoras, ativistas digitais e ativistas de movimentos sociais organizados constroem nas redes sociais em busca de hackear algoritmos. O terceiro último objetivo específico visa observar eventuais confluências ou divergências existentes nas agendas de ativistas e pessoas influenciadoras digitais e movimentos sociais organizados para, então, entender a relação entre as temáticas levantadas na superfície de redes sociais com as pautas trabalhadas por movimentos sociais organizados. Para alcançar os objetivos propostos, realizarei essa análise a partir da ferramenta metodológica da CTDA (Análise Crítica Tecnocultural do Discurso), de André Brock (BROCK, 2018), aliada à utilização de lentes analítico-metodológicas da tecnodiversidade, de Yuk Hui (HUI, 2020), e decolonialidade interseccional (ALVES, 2019).