BRASÍLIA PARA ALÉM DO PLANEJADO: O Conic como efervescência cultural no coração da Capital
direitos humanos, Brasília, direito à cidade, cultura
A presente pesquisa se baseia nas relações entre um espaço edificado e as pessoas que o frequentam. Brasília viveu uma série de momentos de efervescência cultural e retomada de espaços públicos, mas é no Setor de Diversões Sul (SDS) que um dos maiores palcos para entretenimento se formou. Este espaço se situa em uma posição privilegiada, centralizado no Plano Piloto, encontra-se próximo à Rodoviária e em frente a Esplanada dos Ministérios. Esse estudo parte da hipótese de que o Birosca do Conic, ao dar continuidade às dinâmicas de ocupação noturna e cultural do Dulcina Vive, atua como um espaço de resistência e atualiza a função planejada por Lúcio Costa para o Setor de Diversões Sul. Para tanto, verificaremos quais as formas pelas quais esse bar expressa e articula as tensões entre ‘espaço planejado’ e ‘espaço vivido’, revelando diferentes narrativas de apropriação do direito à cidade em Brasília. Ao utilizarmos da observação participante, entrevistas, posts de redes sociais e matérias jornalísticas, investigaremos quais são as dinâmicas de apropriação espacial e disputas por diferentes ‘visões de Brasília’ por meio do Setor de Diversões Sul, utilizando o Birosca como ponto de referência. Assim, faz-se necessário compreender quais são os atores que o compõem, o que culmina em investigar o ponto de ruptura exato entre a Brasília projetada e a vivida por seus cidadãos em um dado local, apresentando um panorama da construção de Brasília e dos dias atuais. Por fim, esse projeto visa construir uma ponte entre direitos humanos e a arquitetura espacial de uma cidade para compreensão de um fenômeno e registro dessa relevante história que ainda se constrói no Setor de Diversões Sul com todos os seus desafios.