Banca de DEFESA: Diene Ellen Tavares Silva

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Diene Ellen Tavares Silva
DATA : 31/07/2026
HORA: 15:00
LOCAL: Microsoft Teams
TÍTULO:

Esperançar para além do verbo: dispositivos de racialidade e instrumentos de ação pública para a educação das relações étnico-raciais nos cursos de Gestão Pública dos Institutos Federais.


PALAVRAS-CHAVES:

Gestão Pública; Institutos Federais; Instrumentos de Ação Pública; Educação em Direitos Humanos


PÁGINAS: 247
RESUMO:

A Educação das Relações Étnico-Raciais (ERER) na Educação Profissional, Científica e Tecnológica inscreve-se nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) com a Resolução CNE/MEC Nº 1, de 17 de junho de 2004. A partir desse marco, a pesquisa questiona como essa resolução se materializa nos cursos de Gestão Pública da Rede Federal. Dessa forma, o objetivo geral consistiu em investigar, a partir de um estudo de casos múltiplos, a Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER) em cinco cursos de gestão pública dos Institutos Federais de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. O conceito de "dispositivo de racialidade/biopoder", da filósofa Sueli Carneiro, é uma categoria analítica relevante para compreender as ambivalências desse processo. A investigação interdisciplinar situa-se na interface entre os estudos dos instrumentos de ação pública, a atuação dos movimentos sociais e a educação em direitos humanos. A análise documental atestou a relevância atribuída à ERER em registros oficiais, por meio dos Planos de Desenvolvimento Institucional (PDI) e dos Projetos Pedagógicos de Curso (PPC). Foram realizadas entrevistas em profundidade com dois gestores de cada Instituto estudado. Apesar dos avanços institucionais formais, a investigação revela descompassos entre o âmbito normativo e a prática. Com poucas exceções, há predominância de disciplinas ofertadas de forma optativa, ou que abordam a temática da ERER de forma transversal, com falta de professores com expertise no tema. Apesar dos avanços significativos das políticas afirmativas, ainda há omissão da difusão do conhecimento da obra de intelectuais como Lélia Gonzalez, Nilma Lino Gomes, Abdias do Nascimento, Petronilha Gonçalves dentre outros. Constatou-se que a dificuldade dos gestores em aplicar a ERER de forma orgânica não decorre apenas de falhas individuais, mas de uma lógica estrutural tácita. Desse modo, conclui-se que a gestão burocrática reproduz o conceito aqui denominado por tecno-epistemicídio, que promove o apagamento histórico dos conhecimentos subalternizados sob o respaldo de uma racionalidade técnica, supostamente pautada pela administração pública ao não viabilizar incentivos e meios de estabelecer a ERER.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - JONAS CARVALHO E SILVA - UFPA
Externa à Instituição - CRISTIANE SOUSA DA SILVA - IFCE
Presidente - 1298404 - FERNANDA NATASHA BRAVO CRUZ
Externa à Instituição - LYS MARIA VINHAES DANTAS - UFRB
Interna - ***.085.158-** - NAIR HELOISA BICALHO DE SOUSA - USP
Notícia cadastrada em: 15/07/2026 11:53
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