O PROBLEMA DO ACESSO À REALIDADE E A CONSTRUÇÃO DOS CONCEITOS DE NECESSIDADE
conhecimento; indexicalidade; verdade; necessidade; lógica modal.
Esta dissertação investiga a relação entre experiência, conhecimento e necessidade a partir da distinção entre um modo indexical e um modo conceitual de acesso à realidade. Defende-se que o conhecimento tem início em apreensões indexicais mínimas, expressas por palavras como “isto”, “aqui”, “agora” e “eu”, e que os objetos do conhecimento resultam da organização conceitual dessas experiências. Com base em autores da tradição analítica, especialmente Bertrand Russell, Rudolf Carnap, W.V.O. Quine e Newton da Costa, argumenta-se que a verdade científica deve ser compreendida em termos falibilistas e que a necessidade não constitui uma propriedade imediatamente dada na experiência. Propõe-se que as modalidades emergem de estruturas conceituais e teóricas que organizam e estabilizam o conhecimento. Nesse contexto, a lógica modal é interpretada como um instrumento formal para representar relações de invariância entre proposições. Conclui-se que a necessidade pode ser compreendida como resultado de processos de construção conceitual fundamentados em nossa experiência da realidade.