GEOMETALURGIA E RASTREABILIDADE DE OURO: ESTUDO DE CASO DA MINERAÇÃO ARICÁ, CUIABÁ, MT
ouro; rastreabilidade do ouro; geometalurgia; Baixada Cuiabana
Devido aos impactos socioambientais causados pela mineração ilegal de ouro, é essencial entender e documentar completamente a cadeia produtiva nacional de ouro, desde a extração até a venda do produto final. Isso destaca a importância da rastreabilidade do ouro, que visa mitigar os crimes e danos socioambientais associados à mineração ilegal. A geometalurgia, que constitui em essência na junção da geologia com a metalurgia, fornece subsídios para compreender o comportamento dos minerais ao longo de seu processamento, fornecendo insights sobre como os processos metalúrgicos afetam toda a cadeia de produção do ouro. Ao aplicar técnicas analíticas junto com a geometalurgia, podemos caracterizar as mudanças físicas e químicas que o ouro sofre durante o processamento, apoiando assim os esforços de rastreabilidade. Controlar a cadeia de produção de ouro é fundamental à luz das consequências socioambientais da mineração ilegal. Para enfrentar esses desafios, estabelecer a rastreabilidade do ouro desde a extração até a comercialização é vital. O Programa Ouro Alvo, lançado pela Polícia Federal Brasileira em colaboração com outras instituições nacionais, visa implementar políticas públicas para regular essa atividade, a partir do desenvolvimento de ferramentas analíticas para rastreabilidade de ouro. Neste estudo, foram realizadas análises geoquímicas, mineralógicas e morfológicas, a fim de auxiliar a rastreabilidade de ouro, do ponto de vista geometalúrgico. A localidade de estudo se encontra na Província Aurífera Poconé-Baixada Cuiabana, localizada ao longo da estrada Coxipó do Ouro, em que a mineralização aurífera está associada aos metassedimentos do Grupo Cuiabá na Baixada Cuiabana, onde o ouro ocorre em veios de quartzo mineralizados.