TAXONOMIA, PALEOECOLOGIA E ANÁLISE DA DISTRIBUIÇÃO CRONOESTRATIGRÁFICA DE ESPÉCIES DE CYPRIDEA BOSQUET, 1852, FORMAÇÃO CANDEIAS, CRETÁCEO INFERIOR, BACIA DO RECÔNCAVO, NE-BRASIL.
Cretáceo Inferior, Formação Candeias, taxonomia, paleoecologia.
Com o intuito de refinar o conhecimento a respeito da sistemática taxonômica dos ostracodes da Formação Candeias e realizar inferências a respeito da estrutura populacional e do paleoambiente em que esses ostracodes estavam inseridos foram estudadas 10 amostras coletadas de afloramento. As amostras analisadas foram preparadas através de lavagem em peneiras com malhas de 630, 250, 150, 53 e 0,090 μm, secas em estufa e triadas sob estereomicroscópio. Duas espécies de ostracodes límnicos foram recuperadas em amostras da Formação Candeias: Cypridea opifera e Cypridea dromedarius. As amostras estudadas são provenientes do Afloramento na praia de plataforma, Salvador, Formação Candeias, Cretáceo Inferior, bacia do Recôncavo/Tucano, NE-Brasil: localidade-tipo de Mawsonia gigas Mawson & Woodward, 1907. As ocorrências são restritas a carapaças, sendo 36 carapaças de Cypridea opifera Krömmelbein, 1962 e uma carapaça de Cypridea dromedarius Krömmelbein, 1962. A partir da classificação dos ostracodes foi possível identificar que sob o ponto de vista cronobioestratigráfico, a bem marcada sucessão das subzonas parece sugerir que a posição bioestratigráfica estaria no limite entre a Subzona Reconcavona? polita, codificada como O04.2, e o início da Subzona Paracypridea bicallosa, codificada como O04.3 que de acordo com o arcabouço cronobioestratigráfico vigente seria Rio da Serra médio, tentativamente atribuído ao intervalo do Valanginiano inferior.