Banca de DEFESA: Paula Freire Trindade Alvim

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Paula Freire Trindade Alvim
DATA : 27/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de Videoconferências
TÍTULO:

Evidências de oceanos Paleo- a Mesoarqueanos e Siderianos no Domínio Rio Grande do Norte, Província Borborema


PALAVRAS-CHAVES:

associações máfica-ultramáficas, ofioliotos, geodinâmica arqueana, crosta oceânica juvenil, quiescência tectônica.


PÁGINAS: 266
RESUMO:

O Domínio Rio Grande do Norte (DRGN) constitui uma das principais compartimentações geotectônicas da Província Borborema. Essa situa-se na porção setentrional da província, abrangendo principalmente o Rio Grande do Norte e, secundariamente, áreas do Ceará e da Paraíba. Trata-se de um segmento crustal complexo, cuja evolução está vinculada à amalgamação do Gondwana Ocidental no Neoproterozoico. É formado por núcleos arqueanos preservados, terrenos paleoproterozoicos retrabalhados e magmatismo neoproterozoico. Dentre essas unidades litoestratigráficas, destacam-se duas associações litológicas pela relevância científica e rara ocorrência global. A primeira é o Complexo Máfico-Ultramáfico do Bonfim, localizado na porção leste do DRGN. Ele é composto por: serpentinito, clinopiroxenito, anfibolito, tremolito, cloritito, antofilitos-cloritito, talco-xisto e camadas de óxido de Fe-Ti. O complexo ganhou destaque por ser interpretado como a unidade mais antiga da Plataforma Sul-Americana, derivada de fontes mantélicas enriquecidas desde o Éon Hadeano. Análises U-Pb em zircão realizadas na presente tese indicam idades de cristalização entre ~3,57 ± 0,62 e 3,48 ± 0,57 Ga, com o intercepto mais antigo associado a harzburgitos residuais, interpretados como remanescentes de fontes mantélicas previamente depletadas. Três outras amostras apresentam idades com valores entre 3,13 ± 30 Ga e 3,09 ± 34 Ga. Essas unidades representam um segundo evento máfico-ultramáfico, marcado também por um componente de subducção em toleítos de arco insular. Juntos, esses dois episódios representam uma sequência pseudoestratigráfica ofiolítica cíclica no tempo e parcialmente preservada no espaço. Idades U-Pb em rutilo indicam que essas rochas foram exumadas no intervalo compreendido entre o Neoproterozoico tardio e o Cambriano inicial (553 ± 12 a 491,5 ± 5,8 Ma). A segunda associação, a sequência Santa Luzia, insere-se no Bloco Lajes, no centro-norte do DRGN. Essa é composta por anfibolitos, rochas calcoisilicáticas e hornblenditos com idades siderianas (2,48–2,31 Ga; U-Pb em zircão), associadas a um período de relativa quiescência tectônica global. Seus padrões geoquímicos em rocha total exibem anomalias negativas de Nb, Ta e Ti, típicas de magmatismo oceânico relacionado a arcos insulares. Os dados Sm–Nd reforçam essa interpretação: litotipos juvenis apresentam εNd(t) positivo e idades Nd TDM de 2,36–2,12 Ga, enquanto parte dos anfibolitos registra TDM mais antigas (3,97–2,62 Ga), indicando contribuição de crosta arqueana prévia à formação do arco. Em conjunto, esses resultados indicam que o magmatismo associado à subducção persistiu localmente na Província Borborema, em contraposição aos modelos de paralisação tectônica durante o Sideriano.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - FREDERICO CASTRO JOBIM VILALVA - UFRN
Interno - 418965 - CLAUDINEI GOUVEIA DE OLIVEIRA
Presidente - 1303786 - ELTON LUIZ DANTAS
Interno - 1069348 - TIAGO LUIS REIS JALOWITZKI
Externo à Instituição - VICTOR BOTELHO PEREZ GARCIA - UOTTAWA
Notícia cadastrada em: 18/03/2026 07:49
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