Banca de DEFESA: AMANDA ROMPAVA LOURENÇO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : AMANDA ROMPAVA LOURENÇO
DATA : 29/09/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de Videoconferência do IG/UnB
TÍTULO:

Depósito Cu-Au Sucupira, Arco Magmático Goiás, Brasil Central: Uma mineralização tipo Pórfiro Pré-Cambriana


PALAVRAS-CHAVES:

Pórfiro metamorfizado; Alteração Hidrotermal; Distrito Chapada; Orógeno Brasília.


PÁGINAS: 148
RESUMO:

Depósitos Pórfiros Pré-cambrianos são raros, e suscetíveis a processos que podem influenciar diretamente em sua preservação. O objeto deste estudo é o depósito Cu-Au Sucupira, investigado a partir de dados geocronológicos, petrográficos e geoquímicos para entendimento de sua evolução e preservação. Este depósito faz parte do Distrito Chapada, um Pórfiro Cu-Au de grande tonelagem e baixo teor (1,27 Mt Cu @ 0,24% Cu e 0,13 g/t Au). Localizado na região centro-oeste do Brasil, pertence ao Segmento Mara Rosa, Arco Magmático Goiás, como parte de uma orogênese acressionária formada durante a Orogenia Brasiliana. O arco compreende sequências metavulcanossedimentares e ortogneisses tonalíticos-dioríticos, com evolução tectônica do Segmento Mara Rosa definido em: (i) evento antigo, entre 930 e 800 Ma, em ambiente de arco insular intraoceânico; (ii) estágio marcado pela colisão do arco com a margem oeste do Cráton São Francisco; (iii) evento mais recente, entre 670 e 600 Ma, em ambiente de arco magmático continental; Por fim, a colisão entre os Crátons Amazônico e São Francisco finalizam o contexto estrutural do arco, gerando zonas de cisalhamento e inversões metamórficas. A partir de estudos geocronológicos U/Pb em zircão realizados no Depósito Sucupira, a cristalização do protólito (intrusão porfirítica) em 879,6 ± 4,6 Ma, corresponde ao primeiro estágio de evolução do Arco Mara Rosa. Duas intrusões metagraníticas adjacentes de 786 ± 10 Ma e 614 ± 6 Ma marcam respectivamente os outros dois eventos subsequentes da evolução do Arco Mara Rosa. Devido à idade e ao contexto geotectônico, as rochas, alterações hidrotermais e mineralização de depósitos pórfiro encontram-se metamorfizadas e deformadas, com a mineralização representada por disseminações de calcopirita ± bornita + pirita, deformadas em placas ao longo de planos de foliação. As rochas hospedeiras são caracterizadas por um corpo metadiorítico porfirítico, e encaixantes metavulcânicas (andesito) e metavulca-nossedimentares. Devido à deformação e metamorfismo, os minerais índices utilizados para o mapeamento das alterações hidrotermais são em maioria produto metamórfico dos minerais precursores, sendo a biotita (Mg-rich) ± K-feldspato para a alteração potássica, e cianita ± muscovita para a alteração sericítica. Associados a estas alterações, são observados numerosos veios A-type e B-type dobrados e/ou interrompidos. Variações composicionais ferro-magnesianas, junto a relações texturais permitem diferenciar a biotita com formação associada à evento metamórfico (Fe-rich) ou hidrotermal (Mg-rich). Os cristais de zircão provenientes do metadiorito porfirítico com zoneamento bimodal indicam diferenciação magmática em recargas cíclicas, evidência que corrobora com a caracterização de um sistema pórfiro fértil. Apesar da idade pré-cambriana e de processos metamórficos pós-mineralização com mudanças minerais, texturais e estruturais, o Depósito Sucupira destaca-se como um exemplo notável de preservação de um depósito pórfiro antigo em contexto orogênico complexo. Essa preservação é atrelada diretamente à geotectônica com reversão de subducção em colisão arco-continente, bem como a profundidade do sistema que impediu exposição a processos erosivos.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - GUILHERME DOS SANTOS TELES - UFCG
Presidente - 418965 - CLAUDINEI GOUVEIA DE OLIVEIRA
Interna - 2697315 - MARIA EMILIA SCHUTESKY
Interna - 1897668 - NATALIA HAUSER
Notícia cadastrada em: 22/09/2026 11:06
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