Estrutura Tectônica dos Segmentos Arenópolis e Anicuns-Itaberaí do Arco Magmático Goiás com base na Inversão Magnetotelúrica 3D
Modelagem eletromagnética 3D; Integração geofísica; Estrutura litosférica;
Província Alcalina de Goiás; Americano do Brasil; Moiporá-Novo Brasil.
O Arco Magmático de Goiás (AMG) é um domínio geológico juvenil neoproterozoico formado por subducção oceânica-oceânica e oceânica-continental durante a orogenia Brasiliana. Ele compreende os segmentos Mara Rosa, Anicuns-Itaberaí (AMGAI) e Arenópolis (AMGA), cuja evolução tectônica e conectividade permanecem incertas. Há um debate em andamento sobre se esses segmentos evoluíram juntos desde o início ou foram justapostos apenas durante a colisão. Além disso, os modelos metalogenéticos para depósitos minerais carecem de informações críticas sobre a crosta inferior e o manto superior, essenciais para análises de fertilidade. Outra questão não resolvida é por que a Província Alcalina de Goiás (PAGO) do Cretáceo aflora exclusivamente no segmento AMGA. Para abordar essas questões, realizamos um levantamento magnetotelúrico de longo período (35 estações, 10–13.000 s) na porção sul do AMG, abrangendo os segmentos AMGA e AMGAI. O modelo de resistividade 3D resultante (nRMS = 1,21) revela estruturas litosféricas distintas: o AMGA exibe variações significativas na espessura da crosta e na resistividade, enquanto o AMGAI é caracterizado por maior resistividade e uma litosfera mais espessa. A ausência de um condutor contínuo ao longo da zona de cisalhamento Moiporá-Novo Brasil sugere que os segmentos podem ser ramificações do Lineamento Transbrasiliano. Isso sustenta a hipótese de que o AMGA e o AMGAI evoluíram ao longo da mesma frente de subducção, amalgamando-se durante os estágios finais da orogenia Brasiliana. Três grandes condutores foram identificados: C1, espacialmente associado ao depósito de Bom Jardim; C2, ligado ao depósito de Americano do Brasil e localmente ao Azimute 125º; e C3, possivelmente relacionado ao sistema geotérmico de Caldas Novas. O confinamento da PAGO ao segmento AMGA é atribuído ao efeito de blindagem do manto cratônico sob o AMGAI. Esses achados fornecem novos insights sobre a evolução tectônica e o significado metalogenético do AMG, destacando a necessidade de estudos geofísicos de maior resolução para melhor restringir anomalias e estruturas litosféricas.