Banca de DEFESA: PEDRO GUILHERME DO CARMO GONÇALVES DE AGUIAR

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : PEDRO GUILHERME DO CARMO GONÇALVES DE AGUIAR
DATA : 30/10/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Sala de Video Conferencia do Instituto de Geociencias IG-UnB
TÍTULO:

Avaliação de Arranjos Eletródicos de Polarização Induzida Integrada à Análise Petrofísica na Caracterização da Mineralização de Cobre no Depósito Bom Jardim de Goiás


PALAVRAS-CHAVES:

Prospecção Mineral, Polarização Induzida, Petrofísica, Arranjos Eletródicos, Mineralização Sulfetada , Depósito de Cobre, Bom Jardim de Goiás.


PÁGINAS: 93
RESUMO:

O Depósito de Cobre de Bom Jardim de Goiás (DCBJG), localizado no Arco Magmático de Goiás, representa uma importante ocorrência de mineralização cuprífera sulfetada hospedada em metatufos piroclásticos da Formação Córrego da Aldeia, pertencente à Sequência Metavulcanossedimentar Bom Jardim de Goiás. Esta dissertação tem como objetivos estabelecer as assinaturas geofísicas e petrofísicas das ocorrências cupríferas do DCBJG e determinar os parâmetros mais efetivos de aquisição de dados de Polarização Induzida (IP) para o imageamento de mineralizações sulfetadas.Para o método de IP, foram empregados os arranjos Polo-Polo (PP), Polo-Dipolo (PD) e Dipolo-Dipolo (DD), com espaçamentos eletródicos de 25 e 50 metros, ao longo de uma seção de referência com 2.250 metros de extensão, utilizando medições nos domínios da frequência e do tempo. Os resultados indicaram que o arranjo Dipolo-Dipolo com espaçamento de 25 metros proporcionou melhor resolução lateral, enquanto o espaçamento de 50 metros alcançou maior profundidade de investigação. Ambos os levantamentos individualizam a principal anomalia em dois corpos distintos caracterizados por alta cargabilidade e baixa resistividade, associados a elevados valores de Fator Metal (FM) e Porcentagem de Efeito de Frequência (PFE), em concordância com os teores de cobre obtidos nos furos de sondagem que interceptam a seção estudada.Os ensaios petrofísicos realizados em testemunhos de sondagem provenientes de dois furos que interceptam a linha geofísica permitiram correlacionar as propriedades físicas das rochas aos teores geoquímicos de cobre (0,4 a 1,8%), ferro (até 12%) e enxofre (até 10%). Os resultados delimitam zonas distais enriquecidas em magnetita, que apresentaram valores de susceptibilidade magnética de até 230 × 10⁻³ SI, responsáveis pela expressiva anomalia magnética regional do depósito. Por sua vez, a zona proximal mineralizada, composta por calcopirita + pirrotita ± magnetita, apresentou elevada condutividade elétrica (até 50 S/m) e susceptibilidade magnética de até 320 × 10⁻³ SI, responsáveis pelas anomalias de cargabilidade e magnética da mineralização.Conclui-se que a assinatura geofísica do DCBJG é controlada pela paragênese magnética e sulfetada associada ao sistema hidrotermal mineralizante. Entre os arranjos avaliados, o Dipolo-Dipolo com espaçamento de 50 metros mostrou-se a configuração mais eficiente para o detalhamento do depósito, conciliando maior profundidade de investigação, adequada resolução lateral e facilidade logística de aquisição. Esse desempenho está relacionado à geometria das estruturas mineralizadas, que apresentam alto ângulo de mergulho, favorecendo a resposta desse arranjo geofísico.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1280004 - MARCELO HENRIQUE LEAO SANTOS
Externa ao Programa - 3167909 - ADALENE MOREIRA SILVA - UnBExterno ao Programa - 405275 - JOSE EDUARDO PEREIRA SOARES - UnBExterno à Instituição - CESAR AUGUSTO MOREIRA - UNESP
Notícia cadastrada em: 23/09/2026 13:01
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